5 séries de até 30 minutos


Essa listinha é para você que está procurando o que assistir, mas não quer aquelas séries que cada episódio é um filme de 1h! 
Selecionei 5 séries que podem ser consideradas uma espécie de snack, para aqueles momentos intermediários entre preparar algo para comer, dar uma pausa rapidinha em algo que você está fazendo, para relaxar; ou mesmo para curtir na companhia de alguém que esteja em casa com você, durante essa quarentena.
Tentei ir para séries que não são tão conhecidas, ou que não costumam ser citadas nesse tipo de lista, além disso, tentei procurar por séries disponíveis em outros lugares que não são o Netflix. Vamos?

1 - Avatar (A lenda e Aang):

Sobre o que é? A lenda de Aang acompanha o avatar Aang, um garoto de 12 anos que ficou congelado por 100, enquanto uma guerra declarada pela nação do fogo contra as outras (água, ar e terra) implodiu e fez com que o mundo sofresse. Aang tem a missão de restaurar a paz e manter viva a ponte entre os dois mundos (o físico e o espiritual). A primeira temporada e (uma parte da segunda) é bastante infantil, até porque começou como um desenho com essa proposta, mas com o passar do tempo a série vai amadurecendo, os problemas e os personagens vão se intensificando, e a série vai ganhando camadas muito interessantes. Eu digo que é a perfeita série para o intervalo do almoço - e dá para ver em família.
Quanto tempo em média? Cada episódio tem uma média de 22 minutos.
Quantas temporadas? São 3 temporadas, 61 episódios.
Onde está disponível? Netflix.

2 - The Lizzie Bennet Diaries:

Sobre o que é? Uma releitura de Orgulho & Preconceito, como se Elizabeth Bennet fosse uma vloger. Com bom humor e adaptando a linguagem do livro de Jane Austen, para uma pegada mais atual, a websérie está toda disponível gratuitamente, mas infelizmente não é legendada. 
Quanto tempo em média? Cada episódio tem uma média de 3:30 minutos.
Quantas temporadas? 1 temporada, 100 episódios.
Onde está disponível? Youtube.

3 - Mulheres que mudam o mundo:
Sobre o que é? Nathalia Arcuri, fundadora do canal de finanças e entretenimento Me Poupe! começou uma websérie original para o youtube, em que ela entrevistas mulheres incríveis, empreendedoras e fodonas que mudaram o mundo a partir das suas áreas de atuação e, mais, no Brasil. Vale muito a pena para se inspirar e saber que, se o mar não tá pra peixe, você faz uma praia.
Quanto tempo em média? Até o fechamento desse post só tinha saído o primeiro episódio, que teve 33 minutos.
Quantas temporadas? Acredito que serão várias, mas por enquanto só uma.
Onde está disponível? Youtube

4 - Cobra Kai

Sobre o que é? Continuação do filme Karatê Kid, depois de 30 anos do torneiro que consagrou Daniel San e foi a derrota de Johnny. Falei mais sobre a série aqui (sem spoilers) e devo dizer que ela é divertida o suficiente para assistir com a família toda, além de ser uma grata diversão para quem assistiu muito Karatê Kid na sessão da tarde.
Quanto tempo em média? 30 minutos por episódio.
Quantas temporadas? Até agora são 2 temporadas, mas este ano deve sair a 3a.
Onde está disponível? Youtube

5 - Explicando

Sobre o que é? Uma série (e subséries) que fala sobre as peculiaridades de diversos temas, como racismo, sexo, personalidade, ciência e muito mais. Extramemente educativa, mas de uma forma divertida, a série é ótima para conhecer assuntos diferentes e descobrir novos interesses.  
Quanto tempo em média? Cada episódio tem uma média de 20 minutos
Quantas temporadas? 2 temporadas, com 20 episódios cada (mas a série tem outras minisséries derivanes e o programa não acabou).
Onde está disponível? Netflix.

E você, tem alguma sugestão para essa lista?
Deixe aqui nos comentários, ou me mande pelo instagram @mesadecafedamanha

Dicas de uma "home officer"


Faço home office desde 2015 e, entre tentativas e erros, eu fui aprendendo algumas coisas que funcionam para mim e que podem funcionar para pessoas que nunca fizeram, ou que estão querendo aprimorar o seu modo de trabalhar em casa.
Quero deixar claro que essas dicas foram colocadas em práticas na minha vida e para o meu contexto fez total sentido, então o que eu digo é: teste. Se permita descobrir os seus limites, o que te atrapalha, o que te ajuda e como você pode conviver com esse ser que, na correria do trabalho e no dia a dia intenso de trânsito, escritório e bagunça, esquecemos de lidar que é: a gente mesmo!
As dicas estão numeradas, mas elas não são colocadas em ordem de importância, ok? 
Então bora lá:

1 - Coloque-se limites
Acredita em mim, um dos efeitos mais comuns do home office é a falta de limites. Você começa a entrar numa espiral de trabalho intensa, que até esquecer de se alimentar você esquece! 
Assim como acontece quando trabalhamos em um escritório, empresa, ou algo assim, tenha um horário para almoçar, para tomar um café, para conversar com alguém (por videochamada, ou alguém que está na quarentena com você) e para trabalhar. Não adianta você só querer mostrar serviço e se esquecer que é importante cuidar de você. 
Minha dica maior é separar o seu dia em bloquinhos de atividades que precisam ser feitas. 
Como eu faço:
Ex. digamos que hoje eu precise entregar um conteúdo para um cliente. Eu pego esse material e divido em partes para ir alcançando ao longo do dia, ressaltando quanto tempo eu vou dedicar para aquela atividade. Então: tarefa 1 - redação (1h) // tarefa 2 - layout (1h30min) // tarefa 3 - revisão (30 min) e eu anoto as pendências e as vitórias alcançadas naquelas tarefas. - Não é porque a tarefa é pequena, que não deve ser comemorada, especialmente se ela é parte de algo maior.

2 - Cuide-se
Leia um livro bacana, assista conteúdos de engrandecimento pessoal e profissional, informe-se sobre algo além do Corona Vírus. A situação é significativa e precisamos ter cuidado e seguir as orientações, mas isso não quer dizer que devemos entrar em crise, então trate da sua saúde mental. Sobre a física, já existem cursos de exercícios para serem feitos em casa, teste-os (eu super recomendo os da Namu
Como eu faço: separo de 15 a 20 minutos diários para meditação (eu uso o app lojong) e 40 min para atividades físicas. Atualmente estou fazendo o curso Ballet Blend e o Treino de Musculação ambos da Namu (eles estão com várias promoções, confira lá). Deixo um copo de água sempre em cima da escrivaninha e a vista, para lembrar de me hidratar e tomar água.

3 - O ambiente
Acredite, o ambiente faz toda a diferença para um bom home office. E eu não estou falando apenas do ambiente ao seu redor, como a mesa que você está utilizando para o seu computador, ou a cadeira que você está sentando. Estou falando também da roupa que você está vestindo e a forma como você está encarando o home office
Não estou dizendo que você precisa se vestir como se fosse trabalhar (até porque ainda estamos no verão), mas sim de pentear os cabelos, escovar os dentes e colocar uma roupa confortável e bacana para acionar aquele lado do nosso cérebro que se prepara para "sair" para trabalhar. Faça uma rotina de manhã semelhante a que você já faz no dia a dia, que o seu corpo entra em automático estado de "hora de trabalhar" e você diminui as chances de se sabotar ou de misturar o seu trabalho, com o seu "estar em casa".
Como eu faço: depois de tomar café da manhã, eu penteio os cabelos, tomo uma ducha e coloco uma roupa confortável (recomendo esse vídeo sobre roupas para trabalhar em casa) e vou para o meu ambiente de trabalho (tem esse vídeo aqui sobre ambientes). Sento-me virada de frente para a janela, pois consigo ver algo além de uma parede branca, além da iluminação ser ideal para economizar na conta de energia e programo alarmes para me avisarem quando o tempo que eu tinha programado para um determinada tarefa tiver se esgotado. 

4 - Escrever, organizar e refletir para planejar
Eu sempre separo alguns minutos do final do meu dia para essas três atividades:
-Escrever: coloco no papel as minhas vitórias diárias, meus sentimentos, minhas dúvidas e as questões que eu acho que preciso levar para terapia. Esse processo se tornou um dos protagonistas do meu dia, pois percebo o quanto eu fui produtiva e o quanto aqueles processos mexeram (ou não) comigo.
-Organizar: ao fim do dia de trabalho eu organizo toda a minha mesa. Guardo cadernos, livros e canetas nos seus lugares, passo um paninho na escrivaninha e tiro da tomada os eletrônicos que não precisam ficar conectados, como o computador, impressora e ventilador. 
-Refletir para planejar: coloco em perspectiva o que alcancei no dia, quais foram os pontos fortes e os que precisam ser melhorados; e já planejo as atividades que farei no dia seguinte, anotando com um sublinhado aquelas que são mais urgentes. 
Sobre isso, recomendo de olhos fechados esse post do site Pick up Limes.

E você?
Como lida com o home office? Tem alguma técnica, hábito ou dica para compartilhar?
No instagram do @mesadecafedamanha eu fiz um vídeo falando sobre isso. Confere lá!

Músicas dos quase 30 anos

Com uma voz delicada, letras inteligentes e uma ótima representação do que tenho ouvido nos últimos tempos, Gabrielle Aplin começou 2020 bombando com o seu novo (delicioso) álbum: Dear Happy.

Conheci essa fofura em 2015, quando a sua música gracinha Home embalava os momentos apaixonantes de Elisa e Jonathas na novela Totalmente Demais. A novela, em si, não me marcou e eu estava assistindo (lembro-me claramente), porque estava viciada na novela Sete Vidas, que passava antes e na novela Império, que passava depois. Era um período bem intenso noveleiro na minha vida (juro que hoje estou mais contida), mas o ponto que me deixou marcas positivas, foi a trilha, especialmente a música de Gabrielle.
Logo depois eu conheci o álbum English Rain, me apaixonando perdidamente no Light up the dark!
Fazendo uma breve bio de Gaby (sim, sou íntima), ela tem 27 anos e nasceu em Bath na Inglaterra. Começou sua carreira mais ou menos no mesmo período que Nina Nesbitt e Ed Sheeran, mas diferente dos dois ela não teve grandes altos e baixos na sua carreira.
Desde o início se dedicando ao estilo indie/folk, hoje ela tem flertado com força no pop e, assim como Nina (desculpa a comparação, mas além de elas serem conterrâneas, ainda gravaram esse primor juntas), ela têm explorado novos ares, trazendo outras sonoridades para a sua música, sem perder o charme musical que a torna tão única.
O site "Tenho mais discos que amigos" fez uma entrevista com a linda e ela comentou o seguinte sobre sua nova fase:
Gabrielle Aplin: Então, foi meio que intuitivo. Não foi algo pensado. Eu realmente passei a pensar mais sobre as mudanças da minha vida, que foram muitas e não pensei demais sobre a música. Deixei ela vir e foquei em refletir de um modo que me divertisse no processo.
E que diversão!

O álbum "Dear Happy", lançado oficialmente em janeiro deste ano traz a maior evidência desse amadurecimento que ela comenta na entrevista, de um jeito que podemos dividir o cd em três partes: 1- ela nos conta sobre seu crescimento pessoal (until the sun comes up, one of those days, so far so good); 2 - suas anotações sobre momentos da vida (kintsugi, my mistake, nothing really matters, dear happy) e, claro, 3 - corações que se apaixonaram, se perderam e se encontraram no meio do caminho (strange, like you say you do, losing me, magic, miss you, love back).
Em "Dear Happy" a gente sente a leveza das escolhas que Aplin fez em suas músicas, dando ênfase para notas alegres, mesmo com letras mais tristes, de modo que ela conta pra gente uma visão otimista e apaixonada de si e sua vida. Dá real vontade de ser amiga dela! 
Ao mesmo tempo, ela confidencia suas ideias pra gente como se fóssemos velhos conhecidos, como se nossas vidas tivessem se cruzado várias vezes anteriormente e ela estivesse só atualizando a gente sobre a vida dela. A sensação é de acolhimento e de que está tudo bem (e o que não está, vai ficar). 

Até na melódica One of these days, em que a voz confessional dela se funde com um sonzinho quase de trilha sonora de cena triste de filme sobre auto-descoberta. Ali ela sussurra que vai ficar tudo bem e a gente acredita!
Do lado das notas pessoais, Kintsugi é uma verdadeira protagonista, onde ela canta de um jeito alegre e entregue às provações que precisamos passar pela vida. Para quem não sabe (eu não sabia) Kintsugi é uma antiga arte japonesa de reparar uma cerâmica quebrada com  pó de ouro, prata ou platina, o que torna a peça remendada mais valiosa do que anteriormente. 
A metáfora das cicatrizes e da reconstrução com algo apreendido e como elas se tornam preciosas é genial, tornando a música uma delícia de se ouvir, especialmente quando estamos nessa fase de quase 30 - 30 anos, da tal da "crise dos 7", onde passamos a analisar nossas escolhas e afins. Cai como uma luva!
Já na parte fofa e romântica do álbum, as músicas Magic e Losing me se destacam e falam de relacionamentos saudáveis, parcerias verdadeiras e nada de hipervalorizar o que faz mal e traz drama pra vida. Particularmente, Magic, mexeu comigo, pois a letra foca numa conexão que não tem muito como explicar e que não tem nada de convencional, especialmente na visão dos outros. Amei!
E você, ficou a fim de conhecer essa brit lindoza?! Dá o play no Spotify e/ou nos nomes das músicas em destaque que citei aqui, que te levam para o youtube!

Pipoca que aquece o coração

[review sem spoilers]
Uma meiga história sobre um cara que descobriu ser o único a se lembrar das músicas dos Beatles, depois que um apagão ocorre no mundo todo. Esse é o gracinha, Yesterday.

Yesterday é um filme britânico, embalado pelas músicas dos Beatles, de um jeito bem humorado e fazendo direta relação com as comédias românticas mais clássicas, onde um cara tem uma amizade com uma garota, mas não consegue perceber o que está muito claro para todo mundo: eles se amam. A história (e isso não é spoiler, pois tem no trailer) começa a se desenrolar, quando esse cara, Jack Malik (Himesh Patel), após perceber a frustração que vivia em sua carreira como cantor, decide abandonar esse caminho.
Mesmo com o incentivo incansável de Ellie (Lily James), Jack toma a sua decisão e segue de bicicleta, ladeira abaixo, num dia de chuva, até que um blecaute atinge o mundo e um ônibus atinge o rapaz. Ao acordar com um dente quebrado e numa cama de hospital, Jack se depara, também, com uma espécie de universo alternativo onde os Beatles nunca existiram e ninguém  conhece as músicas, exceto ele, que chega com sua memória intacta.

A partir daí, uma sucessão de cenas engraçadas e inteligentes se seguem, em que tudo faz sentido, mesmo que não se tire nenhum momento para explicar o que está acontecendo de fato e o porquê de Jack se lembrar e as outras pessoas não. 
Não é impossível prever que a vida do rapaz dá um virada importante e ele se torna um famoso músico. Principalmente, depois que, ninguém menos que Ed Sheeran (fazendo ele mesmo) aparece em cena e o convida para abrir seus shows.
Numa consecutiva e leve sequêcia de momentos embalados pelas diversas fases musicais dos Beatles, o filme caminha para final muito interessante em comparação com outros longas que seguem uma ideia parecida (de mexer com a linha espaço-temporal), o que se torna uma grata surpresa para quem vai acompanhando a narrativa com expectativa e torcendo pelo casal protagonista.
É preciso entender, que Yesterday está longe de ser um filme inovador para o gênero de comédia romântica, muito menos é uma obra das mais primorosas de Danny Boyle (que já dirigiu grandes filmes como Transpointing, Quem quer ser um milionário e A Praia), mas é uma obra delicinha, que traz um calorzinho no coração e faz a gente se sentir feliz. 

Fora a trilha sonora, que, para quem gosta do quarteto britânico de Liverpool, é um presente à parte.
No final, é um filme que homenageia a obra da banda, traz em foco uma ideia de "se não fosse isso, seria outra coisa" - quase como uma noção de inevitável - mas ainda sim, consegue se destacar em meio ao gênero fílmico que se sustenta.
Especial aplausos para as regravações cantadas por Patel; as piadas envolvendo Ed Sheeran e na delicadeza que é Lily James, em mais um papel de destaque.
E claro, a música One Life do Edinho, que me fez emocionar!

Não tem ninguém tentando ser bonitinha aqui!

[review sem spoilers]
Desde que eu fiquei sabendo que um filme das Birds of Prey iria acontecer, já fui juntando todas as expectativas possíveis, e me informando sobre todas as novidades que saiam sobre esse filme. Isso, por causa da vontade de ver no cinema uma versão mais à lá Mulher Maravilha, da minha equipe favorita dos quadrinhos!
Sim, eu cresci lendo as hqs dessas mulheres incríveis e, posso dizer, que elas participaram demais das referências femininas que eu me espelho até hoje. Especialmente a senhorita Bárbara Gordon, aka Batgirl, aka Oráculo. 

Dito isso, vocês podem imaginar a frustração que eu passei, ao descobrir que, justamente a Babs não iria estar nesse filme. Levou um tempo até eu me conformar que ela não faria parte da história, mas ainda assim, não desisti de ir assistir e muito menos de me animar com as possibilidades que um filme das Birds poderia ter no multiverso da DC
Então, para compartilhar a experiência que tive assistindo essa aventura, quero ressaltar três aspectos, que eu acredito serem os principais e que, talvez, te faça ter vontade de ir ao cinema também.
1 - Arlequina 
Foi muito obvio em Esquadrão Suicida que a única parte que realmente valeu a pena no filme (além da sua trilha sonora) foi o protagonismo de Margot Robbie como Arlequina. Além da sua brilhante atuação e do seu jeito louquinha impecável, Margot conseguiu transformar uma personagem secundária em protagonista e mostrar como seria interessante dar mais espaço para ela.
Não é difícil entender, que o fato de Margot ter conseguido dar tanto gás em Arlequina, fez com que eles utilizassem a sua popularidade para contar uma narrativa separada dela e introduzir outras personagens femininas do universo de Gotham. Isso tem um reflexo direto, também, no aspecto desse filme, que age quase como uma continuação spin offada do Esquadrão e faz uma apresentação mais direta da personagem, deixando claro que não se trata de um filme de origem

2 - O sentido de Emancipação 
Na verdade, se trata de um filme de empoderamento. Não só o empoderamento feminino - que é a parte mais evidente do todo - mas um empoderamento moral, de personagens como Arlequina, Batgirl, Canário Negro e etc, de que elas estão conectadas a alguém. 
Não estou falando só de uma figura masculina, como também fica claro no filme, mas de uma narrativa que as coloca como secundárias nas suas próprias vidas, dizendo que para que elas pudessem se tornar quem são, precisaram ficar a sombra de outros personagens mais conhecidos. 
Antes dos novos 52, por exemplo, Helena Bertinelli era, na verdade filha da Mulher Gato com Batman. Já Cassandra Cain foi a Batgirl por alguns arcos, mas a sua história não era valorizada ou mesmo explorada, de modo que depois de ser Batgirl, se tornou a Orfã. A própria Arlequina era muito mais vista como uma versão feminina do Joker, do que uma personagem independente. E a Montoya era mais uma policial da Gotham.
Ou seja, são personagens quase que figurantes naquelas características que as fazem únicas. Olha que bizarro. 
Então, o filme consegue fazer essa quebra, de modo bem tranquilo, a tal ponto de não precisarmos saber muitas informações sobre antecessores ou no que elas se parecem com essas sombras do passado. Ficamos curiosos na medida certa para entender melhor sobre as conexões que acontecem entre as personagens, mas na verdade, o que deixa o filme mais bacana é sair e dar um google (para quem não conhece as histórias), querendo saber um pouco mais sobre as suas histórias e o que acontecerá depois.


E se numa primeira visada você achar que é uma história de dor de cotovelo, será bastante surpreendido por uma narrativa de auto descoberta e de uma, quase, redenção, onde os caminhos dessas mulheres se cruzam (de modo quase bobo demais), mas garantindo uma fluidez que dispensa diálogos vazios e situações forçadas.

3- Tiro, porrada e bomba - e coreografias 
É bem lógico saber que as mulheres também conseguem chutar uns traseiros, tão bem quanto homens, mas acompanhar os ass kicking que as personagens promovem nesse filme é particularmente energizante
Ninguém tenta ficar bonita na foto, não tem cabelos voando, ferimentos que se curam magicamente e nem porradaria minimizada porque são mulheres. Seu gênero não atrapalha, suas habilidades são fiéis às suas personalidades e a luta está longe de ser de "mulherzinha". 
O mulherzinha caiu por terra (amém) e, sinceramente, foda-se quem está lutando ali.
Fora as piadinhas que foram feitas, como a Arlequina passando um elástico de cabelo para Dinah no meio de uma batalha; em nenhum momento elas tem suas habilidades de luta questionadas por serem mulheres. 

Assim, as quase duas horas do filme decorrem um pouco travosamente. Isso porque os e lances que são construídos acabam se alongando um pouco demais e, de fato, existem algumas cenas que poderiam ser menores ou até nem estarem no meio do filme, mas isso não anula, em nada, os ponto positivos da narrativa, embalada em uma trilha sonora super feminista, que embala as cenas bem desenhadas e ritmadas. De modo geral, o filme abre caminho para outras tantas excelentes personagens femininas maravilhosas e densas do mundo das hqs. 
Bora continuar?! 

8 PASSOS PARA UM GUARDA ROUPA INTELIGENTE - PARTE II

Continuando esse post aqui sobre guarda roupa inteligente, seguem os próximos 4 passos para você alcançar o seu armário funcional para a vida que você leva!

Nota importante: Só ponha em prática os 4 próximos passos, se você passou pelos 4 passos anteriores, pois essa parte que se segue vai envolver listas, preparação para compras e você saber exatamente o que tem no seu armário e o que está a procura.

Ressaltando:
O objetivo é conseguir alcançar um guarda roupa funcional e inteligente para o seu estilo de vida, levando em conta a sua rotina e também as suas mensagens pessoais de imagem. Para isso, eu resolvi compartilhar com vocês esse método que eu criei, baseado nos exercícios propostos por Anuschka Rees em seu livro "Os segredos do guarda roupa europeu", na minha experiência com o Desafio da Cápsula e no curso de personal organizer que eu fiz há uns anos.

Bora lá?

Passo 5 - Conheça o seu dia a dia
Como fazer: a verdade é que a maioria das pessoas compra peças de roupa pensando na vida que elas gostariam de ter, muito mais do que na vida que elas, de fato têm. Isso acontece, porque criamos uma espécie de transferência entre o que poderia ser, do que realmente é, de modo que, acreditamos que se nos vestirmos de uma determinada forma, estaremos mais perto do lugar que queremos chegar. Só que, em termos práticos, isso é uma bobagem, uma vez que se não cabe na sua rotina, não vai sair do seu armário e se não sai do seu armário é dinheiro e energia parados. Então nesse passo você precisa ser brutalmente honesto consigo mesmo e avaliar o seu dia a dia de forma clara.
Quando eu fiz esse exercício, criei uma espécie de gráfico de pizza, dividindo a minha rotina em porcentagens, logo ficou mais ou menos assim:

Sala de aula - 30%           Home Office - 40%  Jantares, Saídas com os amigos - 11%          Academia - 10%                      Reunião de Trabalho e eventos mais formais - 6%            Momentos sazonais, baladas e festas temáticas - 3%

Nessa porcentagem, eu consegui enxergar que passava muito mais tempo entre salas de aula (sendo professora ou aluna) e trabalhando em casa, do que tendo reuniões mais formais, logo, eu não precisava ter um estoque significativo de terninhos e calças de alfaiataria - se eu tivesse três ou quatro de cada, já me atenderia perfeitamente. 
O mesmo é o caso de momentos sazonais, como roupas de praia, fantasia de carnaval e halloween, que ocupam (no máximo) 3% da minha vida como um todo, logo eu não preciso de um estoque de biquinis e fantasias, duas ou três de cada serve para o ano todo e para outros anos mais. 
O que eu precisava ter em maior quantidade no meu armário, eram peças confortáveis (para trabalhar em casa) e que pudessem transitar para o ambiente acadêmico mudando alguns elementos, como sapato, acessórios e detalhes. Como o local que eu dou aula não exige um código específico de vestimenta, posso ser mais casual e, por exemplo, usar jeans e camiseta. 
Mas se o seu local de trabalho tem um código de vestimenta, isso precisa constar na sua divisão, como uma observação.
Para te ajudar a ser mais assertivo nessa divisão de porcentagens e não esquecer nenhum detalhe, segue o questionário para você aplicar na sua rotina: 
1 . Quanto tempo da sua rotina você passa em cada lugar?
2 . Existe algum código de vestimenta em algum dos lugares que você frequenta?
3 . Quais peças você consegue transitar entre os seus afazeres?

Por fim, analise as peças que você tem (especialmente a do montinho que com certeza fica) e veja se elas estão de acordo com a sua rotina diária, separe aquilo que tem demais e aquilo que tem de menos, ou que falta em uma lista. 
Importante: Veja se a sua rotina tem a ver com a sua nuvem de mensagens. Se sim, ótimo, pode passar para a o passo seguinte. Se não, revisite essa nuvem de mensagens e afine ela com o seu dia a dia. É claro que você pode ter mensagens a serem construídas como meta, mas elas não podem ser a maioria delas. Lembre-se - estamos preparando o seu guarda-roupa para a vida que você leva e não para que você gostaria de ter. 


Passo 6 - Faça listas 
Como fazer: agora que você já sabe o que está faltando no seu armário, e o que você tem demais. É chegada a hora de colocar nomes nos itens que você já tem - ex. camisa de botão de trabalho e de happy hour, calça legging de academia e de rolê de final de semana; vestido preto de coquetel e de happy hour - enfim, você vai criar as suas categorias, de acordo com a sua rotina diária, que você organizou no passo anterior. Feito isso com o que você tem, passe para o que está faltando e crie listas de compras. Essas listas devem ser feitas em termos de prioridade (daquilo que você precisa mais, para aquilo que você precisa menos), ausência (ou seja, se você não tiver nenhuma peça que possa substituir temporariamente o que você busca, em nenhum dos montinhos que você criou) e preço (estabelecendo tetos de quanto você vai poder investir em cada peça).
A recomendação é a seguinte: 
1. Faça listas diferentes para prioridades diferentes
2. Tenha referências claras do que você quer em termos de cor, caimento e design, descrevendo o item. Se você usar o celular para isso, vale a pena ter imagens dessas referências e buscar por aquilo. Por exemplo: estou buscando uma calça de alfaiataria preta, que tenha um corte bom, um tecido durável, precisa ter bolsos funcionais e tem que ser lavável na máquina.
3. Não faça as coisas com pressa, mesmo que o desejo seja o de completar aquela lista o quanto antes. 

Passo 7 - Pesquise, compre, cuide
Como fazer: Gaste sola de sapato! Ande mesmo, e com a sua lista em mãos, não compre algo que não atenda aos seus critérios, tanto de qualidade, quanto de preço. Se quiser arriscar a negociação, leve dinheiro vivo e tente descontos, especialmente se você gostar de lojas de bairro, brechós e confecções locais.
Para esse passo, eu recomendo esse vídeo aqui, que fala sobre o que observar na hora de fazer compras e procurar por peças de maior qualidade.
As principais dicas nesse passo são:
1. Procure peças que combinem com, pelo menos, três outras peças do seu armário - a referência principal são as peças da pilha do "com certeza fica".
2. Depois de adquiridas, valorize suas peças e cuide bem delas, guardando e lavando das formas corretas. Aqui eu compartilho a legenda de lavagem e passagem das etiquetas. Entenda que se você cuidar bem das suas peças, elas podem durar um tempo indeterminado. 
3. Faça amizade com uma boa costureira, tanto para que ela possa fazer pequenos ajustes nas suas peças, quanto para que você possa personalizar antigas peças, em novas, atendendo às suas mensagens e objetivos mais concretos. 

Passo 8 - Monte um lookbook
Como fazer: Tire um tempo para experimentar todas as suas roupas, novas e antigas, já vendo o que combina e o que não combina e nomeie as peças novas, como você fez com as antigas. A partir daí, você pode criar fórmulas de combinações que sempre vão funcionar para você. Exemplo: calça skinny casual, camisa soltinha de tecido leve e cardigã - para dias mais frios ou ar condicionado, combinado com sapato fechado - para sala de aula - ou rasteirinha para home office. 
A ideia dessas fórmulas, é que elas te ajudem a se vestir mais rapidamente todos os dias, sabendo que a combinação vai funcionar.
Depois, faça fotos de looks prontos e sempre as tenha no celular, ou a mão, dessa forma, quando você for comprar peças novas você terá uma visão geral das suas peças, bem como, quando faltar inspiração você pode voltar nelas.
Ao final, organize seu armário com critérios inteligentes, de modo que você diminua o tempo e o estresse em achar o que você procura. Exemplo: uma porta de roupas de trabalho todas juntas; separar guardar roupas sazonais no maleiro até precisar delas; organizar uma gaveta para lingeries, meias e pijamas, etc.

Observações importantes: 
1 - conforme o tempo passa, você também vai mudando os seus gostos e as suas preferências em termos de vestuário. Então, quanto mais você investir em peças de qualidade, mais existe a chance de elas te acompanharem nessas transições, pois elas serão mais perenes e ocuparão um espaço significativo na sua rotina.
2 - não tenha vergonha de experimentar peças em lugares que você nunca entrou! Você não é obrigado a comprar nada e às vezes, você pode descobrir um caimento novo, se sentir mais a vontade com um determinado tecido e até se inspirar para mandar fazer uma peça para você.
3 - não se endivide - por mais que o exercício de compras com listas seja divertido de fazer, você não precisa estourar o seu cartão de crédito para cumprir aquilo. Ao estabalecer prioridades e tetos, carimbe o dinheiro especificamente para aquilo e siga o seu planejamento.
4 - divirta-se! O grande tcham desse processo todo, é que você tenha um armário que você possa se divertir com as combinações e que ele faça sentido para você no médio - longo prazo! Como não há máximo e nem mínimo de peças, o critério é seu e você vai descobrir muito sobre suas preferências nesse processo, com toda certeza!

E aí, vai entrar nessa?! 
Que tal compartilhar a sua jornada pessoal? Só se conectar comigo no instagram @mesadecafedamanha.com, que vamos conversar!

8 passos para um guarda roupa inteligente - parte I

Fiz esse post lá no Instagram do Mesa, mas acredito que aqui no blog ele vai ter uma aderência interessante, já que vou poder expandir um pouco mais as perspectivas nele tratadas. Além de trazer alguns links e referências, caso você queira se aprofundar mais no assunto.

O objetivo é bem simples:
Convido você, que tem interesse em alcançar um guarda roupa mais funcional e inteligente, a conhecer esse passo a passo, que funcionou para mim e que ainda opera como sendo o meu norte, tanto na hora de comprar peças novas, quanto na hora de revisitar as peças que eu tenho e estou na dúvida se ficam na minha vida, ou não.
Esse "método" foi uma adaptação minha dos ensinamentos que adquiri com o #DesafiodaCápsula, com o livro "Segredos do guarda roupa europeu" e com o curso de personal organizer que fiz há quase três anos. Então, se ele serviu para mim a partir de várias adpatações que fiz, recomendo que você considere fazer o mesmo. Vá testando o que funciona para você e adapte ao seu estilo de vida, suas necessidades, tire e acrescente o que achar necessário! 
Se quiser compartilhar comigo o seu processo, basta me marcar no Instagram @mesadecafedamanha.

Então vamos lá?

Passo 1 - você sabe tudo o que tem no seu armário?
Como fazer: Tire tudo que tem no seu armário. Tudo mesmo. Faça uma pilha em cima da sua cama e visite peça a peça. Nesse momento, você ainda não vai se desfazer de nada e nem tirar conclusões sobre nenhuma peça, pois o foco desse exercício é o de perceber que você tem muito mais coisas que imaginava ter.
Depois que você tirar tudo e empilhar sobre sua cama, pegue peça por peça e responda o seguinte questionário sobre ela:
  1. há quanto tempo eu não uso isso? - se você não a usa há mais de seis meses, é provável que não sirva para o seu estilo de vida e/ou você não goste tanto assim.
  2. isso ainda me serve? - a roupa precisa caber em você e não o contrário.
  3. isso ainda tem a ver comigo? - o nosso gosto pode mudar um pouco ao longo de tempo, assim como nosso corpo, então é importante sempre revisitar o sentido de cada peça na sua mensagem.
  4. com quantas peças isso combina? - quanto mais possibilidades de uso de uma peça, mais provável que ela tenha uma vida útil mais longa. Se você não tem certeza de quantas vezes consegue usar a peça, coloque como meta experimentá-la com diversos complementos.
  5. como me sinto com essa peça? - ao final, se uma peça não te faz bem, não te deixa confortável e não condiz com o que você gosta de usar, pq ela tá lá mesmo?!
Respondidas as perguntas, separe suas peças em cinco montinhos: 01 - Com certeza fica / 02 - Com certeza sai / 03 - Preciso experimentar / 04 - Preciso consertar / 05 - Não tenho certeza.



Passo 2 - Encontre padrões no seu armário:
Como fazer: Você já reparou na quantidade de peças parecidas e/ou de mesmo estilo você tem no seu guarda roupa? Já parou para pensar em como elas operam no seu estilo? Já percebeu se você tem algum tipo de uniforme? 
Pois é, esse passo é para você descobrir essas e outras questões. Nesse momento você responde as seguintes perguntas, considerando, principalmente, as peças do montinho "com certeza fica".
  1. quantas peças de um determinado estilo eu tenho? - nesse caso não estamos falando de estilos como "romântico", "clássico", ou afins; estamos falando de corte, tecido, formato e etc. Por exemplo, uma pessoa que tem muitas camisetas pode perceber que todas são com estampas de filmes e séries; ou uma pessoa que tem muitas calças jeans, pode perceber que tem uma preferência por corte skinny. E você não precisa saber os termos técnicos, basta prestar atenção nas semelhanças entre as roupas e anotar os padrões.
  2. quais cores mais se repetem? - esse é simples, institivamente nós temos preferência por uma determinada paleta de cores, que se repete em gradações e nuances. Esta que vos fala, por exemplo, tem uma predominância de roupas nas cores: vermelho escuro, azul marinho, rosa, preto, nude e roxo. A ideia é você encontrar a sua paleta e anotar essa referência para futuras compras.
  3. qual é o tipo de roupa que mais tem aqui? - aqui você vai analisar qual a área da sua vida que está mais coberta pelas roupas que você tem. É tipo assim: roupas de trabalho, roupas de academia, pijama, roupas de frio, roupas de verão (essas são sugestões de categorias, mas você pode criar as suas). Depois que você classificar as peças que "com certeza ficam", você vai poder perceber se existem faltas ou excessos nas áreas da sua vida.  
  4. será que eu tenho um "uniforme"? - sabe aquela fórmula que você tem certeza que vai dar certo, então sempre vai nela, quando está em dúvida? Anote. O mesmo serve para aquela calça coringa que vai com TUDO que você tem no armário. Ela é uma espécie de uniforme também, porque pode ser usada a semana toda, só trocando os complementos.
  5. quais são as minhas favoritas? - dentre as que "com certeza ficam", quais as suas peças super favoritas? Aquelas que, faça chuva, faça sol, você pode usar? Tente perceber as características que as tornam tão favoritas. Elas servirão de base para futuras compras, pois você saberá o que está procurando.

Passo 3 - Inspire-se 
Como fazer: você sabe o que te inspira na hora de fazer compras por vestuário? Sabe quais celebridades, influencers e afins que você tem lá no fundo da sua mente, quando pensa em referência de estilo? 
Se você não sabe, então procure conhecer e se inspirar. Dê um google e/ou busque no pinterest referências de estilo, de moda, de comportamento. Crie uma pasta, em que você pode colocar todas essas inspirações e depois tirar um tempinho para analisar. Aqui a minha, caso você queira ter uma referência. 
Quando for analisar considere essas questões para descobrir o que te inspira em cada foto selecionada:
  1. eu gosto do look todo? - quebre o look da inspiração em partes. Analise o cabelo, a roupa, os sapatos, os gestos, a maquiagem. Tente perceber especificamente o que está te inspirando na imagem e faça notas dos padrões observados.
  2. existe uma mensagem sendo transmitida aqui? - é uma mensagem de leveza? modernidade? empoderamento? força? - tente colocar um conjunto de três a cinco palavras que descrevam essa referência escolhida - você pode escolher as suas referências favoritas para fazer esse exercício, para ele não ficar muito longo.
  3. tem alguma peça específica que eu gostaria de experimentar? - faça anotações das principais peças e leve-as com você quando for fazer compras. Assim você terá uma referência do que procurar e quais as características levar em conta.



Passo 4 - Estabeleça Metas 
Como fazer: com as suas inspirações a mão, compare as peças do monte "com certeza fica" e veja se elas atendem às suas expectativas quanto a mensagem, estilo e uso. Faça uma lista das peças que sentiu falta e guarde por enquanto.
Antes de sair para comprar qualquer coisa, responda os exercícios abaixo:
  1. o que você quer das suas roupas? - conforto? autonomia? elegância? O que é indispensável para você numa boa peça de roupa? Seja honesta e entenda que essas notas serão nortes para você comprar futuramente.
 2. como você quer ser percebido?lembra daquela nuvem de palavras que você colocou nas suas referências? Volte nelas e veja quais são aquelas que transmitem o que você quer das suas roupas. Isso tem a ver com a mensagem que você quer transmitir e isso pode variar de ambiente em ambiente. Então, se no trabalho você quer transmitir uma imagem de autoridade e seriedade, mas em casa você quer ser acolhedora e divertida, diferencie os dois ambientes e crie duas nuvens de palavras e mensagens.
  3. quais peças você acredita terem a ver com essas palavras e mensagens? - na sua pilha do "com certeza fica" separe as peças que já atendem às nuvens de palavras. Não esqueça de testar combinações entre elas para ver se, ao mudar elementos, elas não passam a atender outra mensagem que você quer transmitir.
  4. liste as peças que ainda faltam para chegar nas suas metas. - liste as palavras que não estão sendo atendidas ainda e veja, a partir das suas inspirações quais seriam as peças para chegar lá. 

Observações importantes: 
  1. Esse passo a passo não é algo para ser feito do dia para a noite. Recomendo tirar algumas semanas para fazer todo ele, até para que você possa analisar tudo com calma e tomar decisões verdadeiramente conscientes.
  2. Não existe certo ou errado. Você tem a sua nuvem de palavras, sua mensagem específica e o que deseja alcançar com o seu guarda roupa. Ninguém tem nada a ver com isso.



O que fazer com as outras pilhas:
  1. Com certeza sai: venda - se estiver em boas condições (aqui você encontra algumas ideias de venda) // doe - se estiver ainda em condições de uso, mas você acredita que não renderão vendas. // transforme em outra coisa - caso você ache que não tem condições de venda, nem doação. Aqui eu listei algumas opções do que fazer, ao invés de jogar no lixo.
  2. Preciso experimentar: quando estiver no passo 4, aproveite para experimentar as peças dessa pilha. De repente elas atendem alguma das suas mensagens e de repente elas ficam interessantes e boas com outras composições que não foram usadas antes. 
  3. Preciso consertar: leve para o conserto ANTES de chegar ao passo 4 e experimente juntamente com as que "com certeza ficam" e as "preciso experimentar". Aí você pode decidir sobre o destino delas na sua vida. 
  4. Não tem certeza: experimente também no passo 4. Caso você ainda tenha dúvidas, coloque em uma sacola ou caixa e esconda por 3 meses. Se nesse período você nem lembrar da peça, talvez seja a hora de passá-la adiante. Se nesse período você lembrar e quiser usar, então tire a peça do purgatório e use. 

E aí, gostaram do passo a passo?
No Instagram eu fiz um vídeo explicando eles de outro jeito, então você pode conferir clicando aqui. Não esqueça de ficar de olho pela parte II!

O que eu aprendi com o minimalismo


Uma das palavras mais utilizadas em 2019 por mim foi "minimalismo". Especialmente na minha bolha pessoal, nas redes sociais online e nos blogs e sites que eu costumo me informar.
Isso tem a ver com o fato de que, desde adolescente, eu sempre me preocupei com o que poderia fazer para diminuir hábitos que me pareciam equivocados, entre eles o consumo desenfreado de certos itens, especialmente roupas e acessórios diversos.
Então, com um pouco mais de consciência e crescimento pessoal, encontrei no minimalismo uma proposta bem interessante de se viver. Mas calma, antes de você achar que esse texto é para te convencer a aderir a esse estilo de vida, ou para te tornar uma pessoa cheia de "amarras", já vou te avisando que esse é um texto de uma minimalista que usa cores, adora moda, gosta de itens de decoração e ama o conforto.
Isso soa esquisito?
Normalmente sim. Pelo menos para as pessoas que eu andei conversando sobre o assunto, essas minhas características parecem fora da curva para alguém que se considera minimalista (que está em uma jornada pessoal para se tornar uma). Sendo assim, esse texto é muito mais para falar sobre um minimalismo sem neura, mais inteligente, funcional e que funciona como um processo de auto-descoberta e valorização do que se tem, e não com qualquer coisa oposta a isso.
Para começar, minimalismo não é apenas um. Na verdade foram vários movimentos que aconteceram em diversas esferas humanas, envolvendo as artes plásticas, o design, a arquitetura, o teatro, a moda e, finalmente, o modo de vida. Apesar de atuarem em áreas espalhadas, os movimentos minimalistas tinham em comum a premissa de simplificar, tornar mais claro e mais direto as diversas esferas da humanidade.
Isso, na verdade, quer dizer de uma tentativa de desobstruir os caminhos, reduzir o lixo e ter mais consciência na hora de consumir.
Então é preciso desconstruir algumas ideias, que se tornaram ainda mais equivocadas para mim, conforme fui vivenciando o conceito do parágrafo anterior.

É muito comum a gente se deparar com conteúdos falando que o minimalismo emprega um dia a dia mais branco, preto e cinza, sem tanta cor. Isso é uma falácia, relacionada a estética minimalista, que pregava o uso de linhas simples e cores neutras como formas de prevenir excessos de informação e poluição visual. Na realidade, nas nossas rotinas, o minimalismo não sai cagando regra, ou dizendo que cores não são indicadas para serem usadas. Ele fala de uma conscientização na hora da compra, tendo como foco usar melhor o que se tem, valorizando as suas coisas e evitando comprar novos itens, caso você já tenha algo correspondente no seu armário, por exemplo.
Também ouvimos falar muito sobre uma outra noção do minimalismo, que muitas vezes é levada ao extremo, que é a de apenas 1 de cada e/ou o equivalente ao número de pessoas na casa. Isso seria aquela máxima de "se tem três pessoas na casa, eu não preciso ter mais do que 3 pratos". No entanto, não é bem assim. O minimalismo coloca que, ao invés de se ter MUITO de TUDO, se tenha o suficiente das coisas. Especialmente aquelas que se usa pouco, ou que tem uso sazional. Em outras palavras, se é importante para você e você usa itens de cozinha, não é o minimalismo que vai dizer que você NÃO PODE tê-los. Aqui passam várias questões importantes, mas talvez a minha favorita seja: precisa-se de um grande auto-conhecimento para saber o que realmente é importante para si mesmo.

E isso tem tudo a ver, também, com uma ideia que vem se tornando mais e mais presente na minha vida (e que eu pretendo fazer um post sobre), que é uma noção de riqueza, ligada à ter em abudância o que realmente te faz feliz. Mas não pense logo "lá vai a mana de humanas falar de viver da arte e o caralho...", por que não é disso que eu estou falando. Estou falando de simplificar aquelas coisas que NÃO te fazem feliz, ou não são tão importantes assim; e focar naquilo que te torna uma pessoa melhor, em todas as esferas da sua vida. Tem uma série de vídeos incríveis do Gustavo Cerbasi falando sobre isso aqui. [vídeo 1; vídeo 2; vídeo 3]
Então, justamente porque o minimalismo não é um manual de vida e sim um estilo de vida, você pode adaptá-lo para a vida que você tem e para o que você almeja. Então, a exemplo do conforto (mas cabe qualquer uma dessas palavras que movem a gente, como independência, liberdade, amor, prazer...), é o caso de você descobrir o que te causa conforto e porque isso é importante para você
No meu caso, foi o alto e bem pesquisado investimento em um sofá, para que eu pudesse estar confortável e realizada, fosse assistindo tv, fosse trabalhando, fosse recebendo amigos em casa. O conforto para mim está ligado a ter momentos de prazer em família, com amigos e namorado. Está ligado à me sentir relaxada e feliz em casa. À consumir conteúdos de boa qualidade, com um som incrível e aproveitar esses instantes. O consumo está ligado a razão pela qual você quer o item material e não o material em si. Será que ficou mais claro?
Ou seja, não é que, de repente você precise se desfazer de tudo. É que você passa a compreender o que é importante para você e manter apenas esses itens, de modo pensado e valorizando-os corretamente. Pois, se um objeto está ligado a algo a mais, torna-se menos provável que você não o valorize.