Desafio da Cápsula - VIII


Parte 8.1

E esse trimestre, que marcou um ano da experiência do Armário Cápsula não poderia ter sido mais intenso do que foi. Mudanças profissionais, sociais e afins marcaram esse momento e, mais ainda, me fizeram não ter tempo de dar um feedback no meio do trimestre, muito menos atualizar esse blog. Mas calma, ainda estou no prazo para falar sobre esse trimestre e também esses 365 dias de #DesafiodaCapsula, especialmente porque hoje é 01/12 e foi no dia 30/11 do ano passado que eu tomei a decisão de simplificar vários aspectos da minha vida e dos meus hábitos.
Gente, parece bobagem isso, mas a cada vez que eu abria o meu guarda-roupas e via aquele bando de peças que eu não fazia a menor ideia de como usar, ou que eu me arrependia da existência ali, uma tristeza batia forte e mais ainda porque eu sabia que aquilo tudo era, na verdade, peso morto no meio de um dia a dia atribulado. Acho que uma das piores sensações que você pode ter, é de olhar para o que você tem e não se sentir feliz com nada daquilo e a minha atitude de simplificação veio muito desse lugar. 
Desabafo feito, segue outro: quando eu comecei essa experiência, há um ano, eu tinha (e não se escandalizem com isso) pouco mais de 2000 peças no guarda roupas, entre sapatos, blusas, vestidos, calças, shorts e afins. Sem contar com bolsas, pijamas, roupas de academia e etc. Isso é muito, não é verdade?! Então o meu objetivo secreto (que eu não falei para ninguém no início dessa jornada) era reduzir pela metade isso, até chegar num ponto em que eu pudesse realmente ver o que eu tinha (sem aquela pilha de cabides e peças amontoadas) e tomar decisões mais coerentes com o estilo que eu (hoje posso dizer que) tenho e venho procurando lapidar a cada dia. Eu consegui reduzir bem mais do que a metade e fui para 900 e poucas peças, que conversam entre si, são mais funcionais, podem transitar entre ambientes e acrescentam algo. É lógico que esse número ainda é exagerado (pelo menos eu ainda acho), mas em compensação, sinto-me bem mais a vontade e contente com o que tenho em casa. Também é preciso trabalhar em termos de qualidade e acabamento, mas vou chegar nisso mais à frente.


Parte 8.2

Mas não se engane, como Iris Apfel fala lindamente no documentário Iris, "Não pense você que tudo isso é sem esforço algum!", é preciso pesquisa constante, é preciso um investimento de tempo, é preciso um investimento de ousadia. Principalmente porque eu trabalho com criatividade, com pessoas diferentes, com ideias divertidas, mas ao mesmo tempo, com narrativas que precisam de seriedade, alunos que precisam de referência e, é lógico, auto avaliação constante.
Eu sou a pessoa a agradar comigo mesma e normalmente é essa pessoa a mais complicada de todas!
Por isso no feedback desse trimestre, aqui vão as minhas combinações favoritas, baseadas nos três desafios que eu me propus para esse período:

01 - Peças Separadas: dar mais moral para calças e investir tempo em compor looks formados por dois ou mais elementos. Percebi que ainda tenho que investir muito nisso, no sentido de aprender mais sobre o que combina com o quê, como escolher tecidos e cores. Tenho um longo caminho pela frente...
Calças foram o meu plus de desafio, porque as coloquei como protagonistas esse trimestre.

As saias continuam sendo minhas peças favoritas em combinações separadas, acho que isso não vai mudar, não.

Vestidinhos são lindos, mas reduzir bastante o seu uso e também a escolha desse tipo de peça para esse trimestre. Quando os usei, fiquei tentando planejar formas de combinar com outros itens, como uma blusa por cima (foto 2), ou uma terceira peça (veja a seguir).

02 - Camisetas: Uma peça que eu sempre olhei de esguelha e que sempre considerei não ter nada a ver comigo, coloquei em prioridade esse trimestre, tentando acessar um lado lúdico e criativo de mim mesma. Acabei me divertindo muito com essa peça e descobrindo que ela não é tão nada a ver comigo, desde que eu escolha bem.
Camisetas coloridas, divertidas e com estampas significativas têm sido a minha praia. Adoro!

03 - Terceira peça: Essa eu não considero como missão cumprida. Continuei com muita dificuldade em entender como posso compor terceiras peças nos meus looks. Preciso aprender muito ainda e vinda de um lugar onde não é comum se usar esses elementos, agora que estou olhando para as opções possíveis e entendendo o potencial. O Pinterest virou uma ótima força de continuar essa pesquisa e tomar decisões. Mesmo assim, deu para brincar um pouco.
Terceiras peças não são apenas casacos, jaquetas, boleros e afins, mas são itens considerados há mais num look, então podem ser encharpes, cachecóis, suspensórios, meias calças e afins. 

Parte 8.3

Aqui entram as minhas projeções para o próximo ano. Preciso dizer que não pensei muito bem em como as coisas vão continuar funcionando daqui para frente, só sei que o conceito do Armário Cápsula já é uma realidade na minha vida e que logo logo eu estarei com as peças que eu posso me orgulhar de estarem na minha vida. Para o próximo ano quero aplicar as lições que estou aprendendo no livro "Os segredos do guarda-roupa europeu" de Anuschka Rees, que, citando a autora:
(O Guarda-Roupa Europeu) é ajustado ao seu estilo pessoal e de vida. Contém tudo o que você precisa para se sentir confiante e motivada todos os dias — nem mais, nem menos. Não se baseia em tendências, definições de estilo ou em uma lista predefinida de “itens essenciais”. Sua vida não é predefinida, então por que seu guarda-roupa deveria ser?
As ideias contidas ali caminham muito próximas aos princípios do minimalismo e ao mesmo tempo não estão na vibe do modus operandi que eu tanto desprezo. Além disso, Anuschka traz experiências reais com ideias inteligentes de aplicação de soluções para alguns dos dramas mais comuns que vivemos no nosso dia a dia, como ter que ir do dia à noite com a mesma roupa, mesmo que sejam para ocasiões totalmente diferentes. 
Então o meu #DesafiodaCapsula desse ano será um de lapidação, divido em algumas metas:
1 - Lapidar o meu estilo pessoal, podendo descrevê-lo em uma frase.
2 - Fazer substituições inteligentes, de peças-chave e que carreguem a mensagem do estilo pessoal.
3 - Fazer compras realmente boas, investido em tecido, acabamento e corte. (provavelmente isso vai levar mais de um ano para acontecer, mas a gente já começa o processo).
4 - Fazer alterações otimizadas, de peças que ainda têm potencial, mas que por alguma razão, já não me servem mais como antes.
5 - Aprender a reconhecer o que é uma compra realmente boa, de uma compra por impulso e/ou indecisão. 
6 - Aprender a usar acessórios, terceiras peças e outro itens que são voltados para finalização e complementação de looks.

Bom, Desafio 2018 lançado, focos decididos, então vamos lá! 

Indicações para um início bombástico de 2018.
Livro: Os segredos do Guarda-Roupa Europeu - leia a introdução aqui.
Documentário: Iris - Tem no Netflix
Instagram: Patrícia Mara - uma excelente consultora de moda e estilo que dá dicas constantes de composições de looks, cores e afins.

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