Boss(y)

Desbocada, Descontrolada, (um pouco) Desmiolada, mas muito Determinada. Esses são alguns dos adjetivos que descrevem a protagonista de Girlboss e a forma como Britt Robertson deu vida à Sophia Amoruso, na série original da Netflix, baseada na vida e no livro da própria Sophia.

Estando com tudo nos últimos anos, Britt tem aparecido cada vez mais nos radares dos produtores de Hollywood, ao ter se atrelado a filmes um pouco mais "fora da curva" e ter feito personagens interessantes, complexas e bastante intrigantes. Com a Sophia da série Girlboss, não foi diferente. Com uma pegada que passa longe das comédias românticas, essa série faz uma releitura da história de Sophia Amoruso, uma super respeitada fashionista e dona de uma das lojas mais bem sucedidas da história do e-Bay, a Nasty Gal, que ela criou com 23 anos. Releitura é a palavra certa, porque, com o aval da própria Sophia, Kay Cannon (A Escolha Perfeita e Como ser Solteira) deixou a imaginação fluir e assinou o roteiro de uma série cheia de momentos intensos, viradas especiais, mas com uma mensagem muito importante para os dias de hoje: "Ei, tudo certo errar, falhar, desde que você levante a poeira e tenha coragem de seguir em frente!".

E que em frente! Se no primeiro episódio somos embalados por uma Sophia (Britt) totalmente avoada, sem perspectiva de um futuro e sem entender muito bem como chegar à vida adulta, no caminhar da primeira temporada a personagem cresce, aprende, apanha, luta e percebe que é vivendo a vida que a gente percebe o que fazer dela, mesmo que demorem anos para isso. 
Para quem não conhece, Sophia Amoruso começou uma loja no e-Bay, revendendo roupas vintage, re-estilizadas para a contemporaneidade. Apesar do seu estilo pessoal ser uma mescla de décadas passadas, algo que foi lindamente transmitido na série, as roupitchas que a moça vendia iam desde um prom dress cafonérrimo que ganhou uma nova vida; até uma jaqueta punk rock dos anos 80, estilo biker, com contas. Com um bom gosto que impera, Sophia passou de lojinha no e-Bay, para uma super loja online, até ter pontos comerciais disputadíssimos em LA e tudo isso em 7 anos! Um recorde e, de fato, uma história notável, especialmente para uma pessoa que comia pão do lixo (isso não é metafórico).

A série assim, vai na ascensão (e talvez queda) da Nasty Gal, enquanto traz em foco diversas questões dos 20 e tantos anos, que estão começando no mercado de trabalho e que estão à procura de um espaço que lhes pertença verdadeiramente. Nesse sentindo, Girlboss enche a mão, retratando de um jeito inteligente e perspicaz a busca de si próprio, o amadurecimento e a caminhada que vem com tudo isso, enquanto é sonorizado por músicas de diferentes épocas, sendo a playlist no Spotify um dos maiores presentes dessa série. 
Os sons transitam pelos anos e ajudando a contar a história, enquanto acrescentam algo mais, nos ligado às sensações da personagem, bem como aos eventos. Algo que também auxilia a ideia de que a série, apesar do nome sugestivo, não é apenas para garotas, mas se expande para todo um universo que tem a ver com idade, tem a ver com geração e tem a ver com a vida. 
P.S - Queremos uma Segunda Temporada, tá, Netflix?!
P.S 2 - Queremos mais RuPaul na segunda temporada também, tá, Netflix?!

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