Feminismo das antigas

Você deve estar lembrado do meu texto sobre a série Agent Carter, não? Que tal o texto sobre Bomb Girls? Se não, então confere lá, porque esse post aqui tem muito a ver com essa, que para mim, é a melhor série da Marvel, e essa outra, que me marcou profundamente na sua curta vida.

Mas de que forma rolou essa inspiração? 
Bom, eu comecei a catar outras séries com temáticas semelhantes para assistir e eis que me deparei com essas duas lindezas que eu vou indicar para vocês. Vem ver!

Miss Fisher's Murder Mysteries


Plot: Ambientada nos anos 20, essa série acompanha a modernosa Phryne Fisher, uma australiana viajada, que tem uma estranha atração por histórias de assassinato, especialmente as que são bem complicadas e enroladas. Phryne é "pra frentex" e não aceita levar desaforo para casa. Na verdade, ela incentiva Dotty e Jane, suas protegidas a serem tão independentes, donas de si e auto-suficientes quanto se é possível.
Solteirona convicta, Miss Fisher adora se envolver com homens para passar o tempo, mas essa diversão não tem qualquer centralidade na sua vida, de modo que seu verdadeiro estímulo é pela luta de igualdade de gêneros e pelo respeito de ser reconhecida pelo que faz de melhor. O que, no caso dela, é praticamente qualquer coisa que ela decida fazer.
É imperdível, porque: tem um charme próprio. Miss Fisher, interpretada por Essie Davis, não é nenhuma garotinha que está começando a aprender a se colocar no mundo. Na verdade é já está lá, jogada dentro dele e pronta para tomá-lo. Além disso, uma das coisas que ressaltei como sendo uma das características que mais gosto na Agente Carter, também aparece em Phryne, que é a sua imposição sem perder o feminino. 
Quantas temporadas: foram três temporadas, com 34 episódios, muito bem escritos e interessantes, com personagens envolventes e uma série de assassinatos bem resolvidos.

The Bletchley Circle


Plot: Durante a segunda guerra mundial, os aliados tiveram a ajuda de diversas mulheres nos trabalhos intelectuais e estrategistas que envolviam a vitória. A Inglaterra segmentava essas funções, sendo uma delas a de decodificação de mensagens interceptadas entre nazistas e é sobre algumas das mulheres que trabalhavam nesse setor que a série se foca.
Apesar de se passar quase 10 anos depois do fim da guerra, a série precisa dessa referência, porque é graças a ela que: 1º essas mulheres se conhecem. 2º essas mulheres sabem se defender e são seguras de si (já que durante a guerra elas salvaram várias vidas e ainda exerciam um papel fundamental para a vitória dos aliados) e 3º essas mulheres conseguem ultrapassar barreiras que nenhuma outra mulher poderia, naquela época e em situações normais (de pressão e temperatura).
Millie, Jean, Lucy e Susan são super diferentes entre si, mas compartilham o Bletchley, a divisão a qual fizeram parte da guerra. Depois de anos elas voltam a se encontrar, quando um serial killer passa a assombrar a Inglaterra e matar jovens mulheres e depois violentá-las sexualmente. Ao perceber que as atitudes dele tinham um padrão e que poderia ser resolvido, caso elas encontrassem o código limpo, elas se debruçam sobre o caso e antigas questões sobre suas personalidades e vidas passam a aflorar.
É imperdível, porque: a começar tem o fato de ser a Inglaterra nos anos 50. Isso para mim já é um enorme turn on, mesmo que essas mulheres não sejam, exatamente, fashionistas. A seguir, são personagens realmente envolventes, com suas personalidades, seus pontos de vistas e suas forças. Por último, mas não menos importante, elas impõem respeito e prestígio entre os personagens masculinos pelo que fizeram durante a Guerra, mas mais do que isso, pelo que são capazes de fazer como pessoas inteligentes e determinadas. 
Quantas temporadas foram: Como em muitas séries britânicas, The Bletchley Circle teve poucos episódios (apesar de longos) e poucas temporadas. Foram duas temporadas, com apenas 7 episódios. Bateu uma tristeza quando acabou...

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