Sobre a bateria que acabou


Já parou para pensar onde foi que a parte se perdeu do outro?
Onde deixou o seu amor pendurado, esperando voltar logo e retomar de onde parou?
É, mas diferente de um computador novinho, os sentimentos são podem ficar em suspenso, ou hibernando entre uma utilização e outra, até que terminemos de almoçar, ou trabalhar. Com sentimentos, a bateria é viciada.
Ela precisa estar ligada a tomada o tempo todo, dando leves choquinhos na corrente instável, para mostrar que a intensidade louca de uma reunião de vontades está presente.
Também não é uma bateria que responde bem ao stand-by, onde uma fraca luzinha indica que a eletricidade ainda corre por aqueles fios e, por isos mesmo, não morre completamente, mas consome da mesma forma.
Outra coisa, é que se trata de uma bateria que vaza.
Vaza se ficar envelhecida, sem necessidade e quando é substituída. Vaza e vai embora, mesmo que não seja uma bateria que fica obsoleta facilmente.
É, por fim, uma bateria que consome e consome muito. Consome de si, consome de todas as partes envolvidas. Precisa de proteção, se não vira uma bomba e, não além disso tudo, é uma bateria que acaba.
Mas de novo, diferente das mais comuns, recarregá-la não é tão simples assim e muitas delas jamais serão reacesas. As que são, voltam com uma vida útil singela e frágil, de modo que a simples carga equivocada é capaz de fazê-la acabar de novo.
Talvez seja por isso que a parte se perdeu. Ninguém prestou atenção que a bateria tava acabando...

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