Mulher Selena

Carinhosamente apelidada de Menina Selena, a cantora/atriz Selena Gomez tenta ir além dessa primeira visada, fortemente causada pela sua baby face, em seu novo álbum Revival, mostrando um lado mais maduro de sua carreira, que a gente vem acompanhando aqui no Mesa há um tempão.

Em Revival, Selena consegue se estabelecer de forma confortável no cenário do pop, com um público que a adora, mas que estava na máxima de dizer que todas as músicas da moça falavam do seu conturbado relacionamento com Justin Bieber. Bom, eu tenho minhas ressalvas e acho que a única música que eu, de fato senti um tom pessoal, antes do seu novo álbum foi em The heart wants what it wants, que inclusive lagrimei quando assisti à apresentação dela no AMA (se você não viu, clica aqui, que é linda demais). E mesmo assim, Revival trata exatamente do contrário disso. Fala de uma completa quebra com as concepções já formadas a cerca das suas músicas e suas vontades.

Selena saiu da Hollywood Records (selo que lançou os seus cds anteriores e é atrelado à Disney) e isso deu para perceber muito fortemente na forma como as músicas foram produzidas. O que eu elogiei aqui no Mesa sobre o Stars Dance, foi que a cantora já tinha, aparentemente, se inserido no meio pop dançante de balada e eu achava que ela estava "diboas" por lá, aproveitando as marés positivas de um cd bombante. Só que isso foi antes de Revival.
Para começo de conversa, Selena está realmente mais madura. Está mais sexy, tem mais atitude e isso transparesse no seu novo álbum. Esses fatores, aliados à um produtor que deixou a moça cantar -dentro da sua potência vocal, que não é enorme, e sem forçar a barra - colocando o auto-tune em segundo plano e de forma bem mais branca. Assim como a sua capa faz alusão, Selena está mais desnuda em Revival, mesmo que as sonoridades sejam familiares, é possível perceber uma nova assinatura se formando, ultrapassando a música de balada. Brava!

Para continuação de conversa, o álbum surpreende por ser todo bom. É coeso, tem ótimos momentos e até corre alguns riscos. A cada nova ouvida você gosta mais e mais das músicas, se identificando com algumas e achando outras divertidas. Também, diferente de Stars Dance (de um jeito positivo), até as músicas mais dançantes e pirantes tem letras e trazem algum tipo de mensagem, além da ferveção, do flerte e da festa.
This is a Revival...
Destaque para as músicas: Revival, Kill em with kindness (minha favorita do álbum), Hands to myslef (que pensei num videoclipe incrível, Sel, me liga!), Good for you, Sober, Rise (amo o refrão!) e Perfect.

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