Blogagem Coletiva: Meus filmes nacionais favoritos

To tão ausente das coisas e principalmente do grupo Blogs que Interagem, que me senti em débito com essa comunidade incrível, que só me acrescenta coisas boas e novas! Por isso tirei um tempo, do meu tempo corrido, para escrever esse post sobre os meus filmes nacionais favoritos e que faz parte dos temas da Blogagem Coletiva deste mês. Bom, como rolou o dia do cinema nacional neste mês (aconteceu no dia 9/11), achei mais que certo fazer este post, que inclusive tem muito a ver com a temática do Mesa, não é verdade?!
Tentei me concentrar em filmes que vocês conseguirão achar mais facilmente na internet, caso interesse a vocês e os quais eu considero que mais me marcaram por diversas razões, desde de emoção, risos, alegria e que me impressionaram pela estética ou mesmo quebra de formatos fílmicos pré-definidos. Essa lista me inspirou para fazer uma outra com curtas-metragens nacionais que também mexeram comigo, então fica ligado que vamos ter um prolongamento desse post logo logo ;)

Vamos lá, então?

15 - Romance (2008)

O filme Romance, com Wagner Moura e Letícia Sabatella conta a história de Ana e Pedro, um conturbado casal de atores que em vias de fazer "O Romance" de Tristão e Isolda nos palcos precisam entender a complexidade do amor entre os personagens, de modo que essa encenação mexe com os dois fora dos palcos também. Numa série de diálogos intensos e sobre a maestra interpretação de Letícia e Wagner vamos entrando cada vez mais nessa relação confusa, repleta de ciúmes, ansiedades e jogos de confiança, porém intensa de Ana e Pedro.

14 - Cidade baixa (2006)

Com Lázaro Ramos e Wagner Moura atuando em sua cidade natal, Salvador, os dois bahianos contam a história de Deco e Naldinho, amigos de infância que crescem e fazem uma incursão no mundo dos pequenos golpes. Quando a vida deles encontra com a de Karinna (Alice Braga) uma série de situações os levam a uma complicada trama.

13 - Lisbela e o Prisioneiro (2003)

Uma deliciosa comédia romântica que se passa num interior ingênuo do Brasil. Lisbela (Débora Falabella) é uma sonhadora moça, completamente apaixonada por cinema e seus grandes galãs dos romances, quando a sua vida se cruza com a de Leléu (Selton Mello) um cara de índole duvidosa e bastante enrolado, as cenas vão nos levando para um desfecho do jeito que a mocinha sonhou pra sua vida. Quem nunca ouviu a música "Você não me ensinou a te esquecer", não sabe o que é sofrência!

12 - Entre Nós (2014)

Depois de publicarem o seu primeiro livro, sete amigos escritores (Caio Blat, Maria Ribeiro, Júlio Andrade e Martha Nowill. Paulo Vilhena e Carolina Dieckmann) decidem comemorar a publicação numa casa de campo e durante o período em que passam lá resolvem escrever cartas para serem lidas 10 anos depois. Diferente de muitos filmes nacionais que vimos na grande tela, Entre Nós se foca nos personagens e no desenvolvimento deles, dando espaço para que os dramas sejam desenvolvidos e a psiquê de cada um deles seja explorada.  

11 - Hoje eu quero voltar sozinho (2014)

O filme conta a história de amor entre Gabriel e Léo, interpretados respectivamente por Fábio Audi e Ghilherme Lobo. Ambos são adolescentes e estão começando a conhecer o mundo, de modo que a incrível atração que vão nutrindo um pelo outro é intensa, mas verdadeiramente tocante. Falei sobre esse filme aqui.

10 - Uma história de Amor e Fúria (2013)

Uma excelente animação que levou cinco anos para ficar pronta, mas que é repleta de complexidades, camadas narrativas e um ótimo trabalho de animação. Nesse longa acompanhamos a história de Janaína e um guerreiro indígena, que em vias do descobrimento do Brasil é recrutado por Tupã para lutar contra Anhangá e as forças do mal. Sem vencer esta batalha, o guerreiro retorna outras vezes e reencontra o seu grande amor em todas essas vidas. 

09 - À Deriva (2009)

Com um enredo que trata dos dramas da chegada da idade adulta, este longa não se parece em nada com outros filmes destinados à este público produzido nos últimos anos, de modo que sua história pode nem ser apreciada logo de cara. Com Laura Neiva, que na época era estreante no mundo da atuação, Cauã Reymond, Deborá Bloch, Vincent Cassel e Camilla Belle, o filme aposta em atuações cruas, profundas e de difícil associação imediata, porque à deriva de tudo que envolve seus pais, irmãos e vizinho, Filipa (Laura Neiva) flutua atrás de si mesma.

08 - Que horas ela volta? (2015)

Filme que deu o que falar este ano realmente mexeu com esta que vos fala. Postei um comentário sobre o filme aqui e ainda agora me pego repensando sobre ele diversas vezes. Anna Muylaert já tinha mexido comigo em Obrigada por fumar, mas conseguiu me arrebatar com a história da empregada doméstica Val (Regina Casé), Fabinho (Michel Joelsas) e Jéssica (Camila Márdila).

07 - O menino e o mundo (2013)

Sentimental longa de animação que mexe com você de diversas maneiras. A começar pela sutileza e simplicidade dos traços que contam esta história, passando pela narrativa em si, que se centra no autodescobrimento e no descobrimento do que move o mundo, mesmo que essa resposta não seja o que mais importa. Ganhador de diversos prêmios de festivais especializados, se você ainda não teve a oportunidade de assistir esse filme, sinceramente, não sei o que está esperando!

06 - O homem das multidões (2013)

De Cao Guimarães e Marcelo Gomes, este longa metragem de ficção centra-se na história de Juvenal (Paulo André) e Margô (Silvia Lourenço), cada um nas suas próprias solidões, mesmo que imersos numa confusão profunda de gente e likes, vem no mundo lá fora a perfeita escapatória para a suas vidas vazias por dentro. De pretensa poética e complexa, o filme é o terceiro de Cao Guimarães sob a temática da solidão e da inquietude contemporânea.

05 - Jogo de Cena (2007)

Falei brevemente sobre esse filme aqui, mas como adoro-o demais acho que justo falar dele de novo e quantas mais vezes forem possíveis! Uma das obras mais marcantes de Eduardo Coutinho, para mim, Jogo de Cena é um documentário no limiar da ficção, brincando com o nosso senso do que é verdade, ficção e se é possível se ter verdade de um produto audiovisual. Explicando rapidamente, através de um anúncio no jornal, Eduardo Coutinho convidava mulheres que tivessem uma história para contar. Sua produção ouvia as história e escolhia algumas, depois de entrevistadas novamente, os textos dessas histórias eram interpretados por atrizes e num jogo de edição, os relatos se misturam.

04 - Elena (2012)

Também já falei sobre esse filme aqui no Mesa, de modo que ele se configura como um dos que mais me marcaram nos últimos anos. Tocante, poético e intenso, Elena é um documentário que muito mais do que desvendar a personagem título, desvenda as lembranças de uma irmã em busca de redenção e de uma lembrança em si. Petra Costa lançou um novo filme este ano, mas ainda não fui assistir, estou curiosa.

03 - O som ao redor (2012)

Um dos filmes mais significativos dos últimos anos, O som ao redor faz parte de um cenário de audiovisual brasileiro que talvez você não conheça (caso realmente não respire cinema como esta que vos fala), que é novo cinema pernambucano, onde diretores emergentes como o próprio Kleber Mendonça (autor e diretor da história) estão redefinindo o modo de fazer cinema no Brasil. De qualquer modo o que esse filme tem de tão especial? A cidade, a discussão casa grande x senzala, as apropriações que fazemos de um passado que não questionamos e a força de um dia a dia completamente banal.

02 - Latitudes (2014)

Muito mais do que um filme em si, Latitudes foi responsável por um dos ineditismos mais interessantes utilizando o meio transmidiático para existir, isto porque foi lançado primeiro no youtube, depois na TNT em formato de série e depois como longa metragem, contendo em cada uma dessas plataformas novas informações. Bom, não vou me ater ao formato transmidiático de Latitudes, mas justificar a sua presença em segundo lugar nessa lista através disto e também da história que muito me atrai, muito me identifico e muito adoro. Olívia (Alice Braga) e José (Daniel de Oliveira) é  um casal que não é casal, se encontram entre pontes aéreas, hoteis, estações de trem e diversos lugares de transição. Não se pertencendo um ao outro e sim ao mundo e a quem eles são individualmente o filme trata dessas questões e dessa vida louca, que engole as outras formas de existência.

01 - Branco sai. Preto fica (2015)

Um documentário em ficção científica, Branco Sai. Preto fica é uma obra que vai além das space operas e intergalacticas distopias de um mundo futurístico. O filme se baseia em uma chacina que ocorreu em Çailândia, uma das cidades satélites de Brasília, em que os policiais entraram atirando num baile e gritando a célebre frase que dá título ao longa. Mesmo se baseando nos relatos dos sobreviventes do ocorrido, o filme quebra com a estética do documentário, ao apresentar uma narrativa ficcional por cima, mas que de forma alguma se sobrepõe ao teor social e a importância histórica do ocorrido.  

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