Os três patetas

É bem possível que você, assim como eu criou grandes expectativas em cima do adorável filme solo daqueles ajudantes amarelinhos de Gru. Os Minions. É bem possível, também, que você, assim como eu, tenha saído do cinema com aquela sensação de que...bom...não foi tão bom assim...

Você deve saber que os Minions são os personagens que mais tem dado lucro à universal, desde a primeira aparição em Meu Malvado Favorito, andando lado a lado de personagens que entraram para a nossa vida, como Shrek, Scooby Doo, Bob Esponja e Pica Pau, só que gerando uma comoção ainda maior, provavelmente por serem bastante atuais e bom...muito fofos. Só pra vocês terem uma ideia, antes da inauguração do Beco Diagonal, no Universal Studios em Orlando, a atração mais visitada era a da casa do Meu Malvado Favorito, que é basicamente estrelado pelos assistentes. 
Enfim, talvez você esteja achando que eu estou me alongando demais, mas a ideia com essa introdução 'enorme' é ressaltar uma expectativa que eu e que também muitas pessoas criaram em torno do filme de animação dos amarelinhos, que poderia ter sido o mais relevante do gênero este ano. Mas não foi.

Veja bem, o filme é tecnicamente incrível! Usa graciosamente do 3D, criando uma imersão que super funciona para esse tipo de filme, inclusive surpreendendo com passarinhos que passam pelo lado, larvas que são jogadas na sua cara e personagens que parecem sair da tela. Isso é ótimo e especialmente delicioso se você está procurando por uma diversão despreocupada e a máxima do que têm sido o cinema hoje em dia: a experiência
Sem a intenção de ser acadêmica sobre o assunto, acho importante ressaltar esse detalhe, porque sinceramente é o que, verdadeiramente marca o filme, uma vez que ele tem uma história bobinha e sem muito fôlego. O que faz de modo contundente é o resgate do lado pastelão das comédias clássicas, criando momentos que lembram vivamente Os Três Patetas, O gordo e o magro e até Chaplin, primando por um série de movimentos simplistas, desde jogar torta na cara de um e todo mundo dentro do filme rir dele, ou de fechar a porta na cara de um, fazendo com que um balde caia; até explorar a ingenuidade de um dos persoangens. Enfim, é por aí mesmo.
Agora isso é ruim?

Nem um pouco. Veja bem, foi a vertente de comédia que eles decidiram tomar, também é a forma de se contar essa aventura, que dá muito certo para esses personagens, uma vez que é óbvio que a gente não entende tudo o que eles falam. Para que não percebeu, os amarelinhos dissertam numa mistura de inglês, francês, espanhol, italiano, português e palavras invertidas. Mas enfim, ao escolher fazer humor desse jeito, é quase como se estivéssemos presenciando uma ode à comédia muda e pastelão do início da TV e do cinema. Uma comédia que se centraliza na ação, no corpo e na expressão, esquecendo-se quase que totalmente da fala, algo que vinha sendo bastante difundido graças aos milhões de Stand Up shows que surgiram. 
Mesmo assim, justamente por ter se imergido demais nessa vibe pastelona, fiquei com a constante sensação de que o filme é um show de piadas prontas e deixa superficiais, criando humor em cima de estereótipos batidos e caricaturas hiperbólicas, sendo assim, se tornou aquém de toda a expectativa que eu tinha criado. 
Agora se eu ri? É claro que ri! São os minions, oras! 

Minions integra a minha lista de 24 filmes para 2015 do Blogs que Interagem, na categoria Animação.

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