Forever Young

O filme fofo da vez é o Laggies, que conta com Keira Knightley e Chloë Grace Moretz em uma história sobre amadurecer, encontrar a si mesmo e ajudar o outro a descobrir quem é de verdade.

Megan (Keira Knightley) é uma mulher com os seus 30 e alguma coisa, que vive uma vida de procastinação e sempre na vontade de voltar aos anos áureos de sua adolescência, quando achava que sabia quem era. Para completar, a moça ainda namora com o mesmo cara, tem um emprego medíocre e não parece ter qualquer perspectiva de querer sair de sua zona de conforto, porém a zona de conforto que foge dela, ao colocá-la frente a frente com seus medos e também com uma versão atualizada de quem costumava ser, Annika (Chloë Grace Moretz).
Entre fugidas e retornos, Megan é uma completa personificação daquilo que a sociedade mais 'abomina', o famoso acomodado. Para a moça, ter um trabalho que banque parte das contas, ter comida na mesa e braços para abraçá-la a noite está de bom tamanho, obrigada! mas é perceptível para nós que o que parte das pessoas ao redor dela, desde amigos, passando por namorado e até seus pais, é uma cobrança constante para que ela "tome jeito", "mude de emprego", "encontre o seu lugar no mundo", "se case" e por aí vai. Todas as fases de um suposto ciclo, o qual é esperado que você passe naturalmente.

Como uma Peter Pan, Megan, no entanto, tem o hábito de ignorar essas cobranças, mas nem sempre é possível fugir por tempo indeterminado, afinal de contas, uma hora você precisa voltar. É nesse retorno que Annika se encaixa perfeitamente, ao mostrar para Megan que as pessoas não precisam tomar decisões por ela, mesmo que isso acarrete discordar e até se despreender de velhos hábitos. A relação das duas é quase como um espelho que mostra o passado e o futuro ao mesmo tempo, mas sempre com a noção de um "pode ser" não confirmado, uma vez que quando não é imaginário, o futuro pode se tornar realidade da maneira que você queira.
Sem a pretensão de dar respostas sobre comportamentos humanos, o filme caminha flertando com uma boba comédia romântica e um sentimental retrato de gerações que se perdem dentro de si e ainda trata com cuidado da cobrança pelo crescimento, apoiando a ideia de que é necessário, apenas, crescer no seu próprio tempo.

Assim, em meio a amizades, amores e a sincera vontade de manter laços, Laggies mostra que sim, pessoas crescem juntas, crescem separadas e as coisas mudam, mas não precisam mudar você, só porque é o que os outros esperam que aconteça.

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