That's life kind of movie

Segundo filme assistido da minha lista do 15 filmes mais esperados para o 1º semestre de 2015, a comédia romântica Love, Rosie, é baseada no livro "Where Rainbows End" (Onde terminam os arco-íris) de Cecelia Ahern (que também escreveu P.S I love you) e, apesar de seu mote clichê, tem uma pegada de "That's life", que te arrebata pela delicadeza da relação entre os protagonistas e ainda consegue fazer a gente acreditar um pouco no amor.

Tá, você já deve ter uma noção da história que vai ser contada nesse filme, né?! Se não, deixa só eu começar, que você vai logo adivinhar o plot inteiro, saber até como terminar e posso até supor que em algumas partes você vai querer, simplesmente, rolar os seus olhos. Bom, como eu sempre digo, não é o final que interessa e sim todo o caminho que se percorre para que ele chegue a este ponto, fato bastante provado por esta simpática história de amor, amizade e vida.
Pois é, você já viu histórias assim em clássicos da comédia romântica, como "O casamento do meu melhor amigo", "O melhor amigo da noiva", "Once" e assim vai por diante...mas vamos lá: Rosie (Lily Collins S2) e Alex (Sam Claflin) são melhores amigos desde que conseguem se lembrar. Por isso mesmo, vivem naquela fina linha que divide relacionamentos românticos de relacionamentos fraternais, sendo óbvio, que eles, na verdade, sempre estiveram perdidamente apaixonados um pelo outro.
Assim sendo, acompanhamos cerca de 12 anos de suas vidas, em que, com a ajuda de um terrível timing, escolhas erradas, pedras no caminho, romances com outrem, filhos, carreira, faculdade e muito mais, eles continuam se desencontrando e se perdendo um do outro. Nós, meros espectadores, passamos o tempo todo com a inocente expectativa de que eles fiquem juntos no final. Eu inclusive, mesmo que isso signifique passar por cima de certos princípios, como o meu, de acreditar que é possível uma relação verdadeira de amizade entre um homem e uma mulher, a qual não role interesse romântico. 
Mas no caso desse filme, ao perceber que tudo gira em torno de ciclos (vou denominar essa parte desta forma, para não dar spoiler para ninguém), a gente fica certo de que a afirmação que eu fiz acima, como sendo uma crença particular minha, não é a mesma do autor/roteirista/diretor da história. Também vemos, nessa mesma noção de ciclos, que perdemos uma quantidade absurda de tempo, quando não falamos exatamente o que sentimos.

Na verdade, se for se parar para pensar, esse é o grande mote da película, que, na verdade, ressalta o quanto ficamos reféns de achar que as coisas vão, simplesmente, dar certo e sair do jeito que planejamos. Ao invés de seguir em frente, abrir o coração e colocar para fora nossas sensações, medos e sentimentos mais reais. Apesar de Rosie e Alex serem confidentes e contarem sobre diversas questões, eles tinham muita dificuldade de se abrir sobre a única questão que realmente importava aqui: "Eu te amo".

Sim, é água com açúcar, sim, não tem nada de extraordinário. Sim, faz a gente sonhar em encontrar um amor assim...imperfeito, mas verdadeiro.
P.S - A trilha sonora é uma delícia!

Love, Rosie integra a minha lista de 24 filmes para 2015 do Blogs que Interagem, na categoria Baseado em Livro.

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