Sobre o tempo, o espaço e zonas de conforto*


Se tem uma coisa que o tempo e o espaço influenciam mais do que filme de Ficção Científica, é a nossa vida. A forma como olhamos para ela, a forma como a interpretamos e principalmente, a forma como queremos levá-la adiante. 
Quando você se toca disso, pode se permitir encarar mais coisas de frente. Coisas como, limitações, medos, frustrações, fiascos e outros desafios que, inevitavelmente, irão aparecer e sim, te deixar louco, triste, desmotivado e, eventualmente, sentindo-se muito pouco.
Mas o que, novamente, o tempo e o espaço te ajudam a perceber é que praticamente nada na vida é permanente. Onde você mora, quem você conhece, quem você ama, o que você presa, suas metas, e assim por diante. Tudo pode mudar num piscar de olhos e você precisa estar preparado para isso. E mesmo se não estiver, não esquenta, o tempo e o espaço vão se encarregar de te levar pra frente, mesmo que isso signifique ter que se desfazer de algo/alguém, de um lugar ou de um conforto.
Por sinal, sair da sua zona de conforto é o que torna tudo isso real. Plausível. 
Só quem já saiu de casa, cortou o cabelo de um modo completamente inesperado, parou de roer as unhas, assistiu um filme que achou que ia odiar, comeu algo que nunca imaginou comer, preferiu ficar só, ao ter um namorado chaveirinho; só quem se permitiu saltar, sem saber se iria conseguir chegar do outro lado (numa clara referência ao episódio "The Leap" de How I Met Your Mother) sabe o que é sair dessa zona de conforto e, melhor de tudo, conquistar algo que não esperava, ou mesmo aquilo que mais queria de modo tão intenso que doía. 
E só quem teve que voltar, sabe como é entristecedor o sentimento de regressão. Mas se tem uma coisa que eu tenho aprendido cada vez mais intensamente, é que, de repente o mundo muda, você muda com ele, ele gira e as coisas se transformam. Numa maré de azar, vem uma de sorte, se assim você quiser chamar, e num momento de queda, vem a levantada. Mais alto, mais certo, mais maduro. É hora então de respirar de novo e dizer "Here we go again"! E se tiver que levantar a bandeira branca que seja algo momentâneo, que seja passageiro. Só por agora. Nunca para sempre.

Não quero fazer desse post um texto de auto-ajuda, a não ser que se considere que ele é bem o que eu espero estar acontecendo na minha vida (auto) e que serve de reflexão para este tal momento (ajuda), mas se ele tiver algo a ver com você, então que seja de alguma serventia para lhe trazer mais do que uma simples leitura. 

*Mais um texto reflexivo, não só para mim, mas para Lora e Maddie.

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