Percy surfando no mar de monstros

Você já ouviu aquela frase: "low expectations, low frustrations" (baixas expectativas, baixas frustrações). Pois é, foi exatamente assim que eu fui assistir ao segundo filme baseado na saga de livros "Percy Jackson", dessa vez o "Percy Jackson - Mar de Monstros" e talvez por isso eu tenha muito mais elogios que tão poucas críticas sobre esse novo sucesso de bilheteria.

Para começar, quero deixar claro que demorei muito tempo para ler a saga "Percy Jackson", então pela "maior idade" digamos assim, eu gostei muito da série até certa medida e com várias ressalvas, logo Percy não está no meu top 5 livros (favor não julgar o interlocutor por isso), mesmo assim admito que se trata de uma das sagas mais bem escritas na contemporaneidade, já que traz tantos elementos interessantíssimos para quem gosta de mitologias e ainda curte um estilo teen sem afetação. 
Dito isso, seguimos. Eu particularmente achei que o filme fez bastante jus ao que eu li no livro, inclusive foi bastante feliz na hora de condensar algumas das passagens e referências presentes do livro, inclusive aquelas que acabaram sendo relevantes (ou assim os adoradores da saga devem saber).
Como sempre, os efeitos especiais nos fazem felizes, quando conseguimos ver na tela algumas das cenas que apenas imaginamos, como o "surf" despreocupado de Percy pelas ondas do reino de seu pai. Parece bobagem, mas adoro esse efeito especial! Fora, é claro, a recriação dos personagens mitologicos, como gigantes e ciclopes. 
Sobre os atores, fiquei bem mais convencida com Clarisse dessa vez, que no primeiro filme. Sua atuação no primeiro longa estava longe de ser interessante e beirava a afetação, mas no segundo a atriz conseguiu dosar bem mais a sua atuação, como explosiva filha de Ares. Falando nos atores, ainda acho Annabeth sem graça, apesar de muito bonita. Penso que faço parte da turma que esperava bem mais da escolha da personagem, mas enfim...Tyson foi uma grata surpresa, com o ar de bobão necessário e o estilo brincalhão que me conquistou no livro. Devo dizer, no entanto, que simpatizei mais com o personagem incorporado no filme, que no livro. 
Sobre a história em si, o que me incomoda bastante ainda, é o fato de Percy precisar de um psicólogo para ver essa auto-estima. Todo mundo sabe que ele é um fodão, mas ele não parece perceber isso. O "daddy's issue" é um pouco chato também, mas nada que não se explique no final das contas. A predileção de Poseidon por Percy, apesar de não clara ainda, é essencial para a história. 
De modo geral, "Percy Jackson, mar de monstros" não deixou a desejar, supreendeu em alguns momentos, mas nada trouxe de extraordinário para o gênero. Para os leitores ávidos por esse tipo de converção cinematográfica, permanece a vontade de continuarem passando a saga inteira na grande tela e fazendo o mínimo de jus ao conteúdo, possível. A expectativa sempre existe para os próximos capítulos e agora que Thalia acordou tudo por acontecer... 

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