Demi's heart attack

Para quem ainda não sabe, o novo cd de Demi Lovato "Heart Attack" já está disponível nos iTunes da vida, nas lojas mais próximas de você e também no youtube para quem quiser ouvir de graça. Eu, que sou fã de carteirinha da moça, já tenho uma cópia e também já escutei (bastante) o cd, conseguindo resumir o que achei dele em uma frase: "esperava mais". Sim, eu sempre espero mais de Demi, sempre tenho altíssimas expectativas pelo que virá e sempre espero pelo melhor, que não foi, exatamete, o caso.
Aquelas pessoas que, assim como eu, acompanham a carreira de Demi desde sua adolescência disneyana devem concordar comigo que desde os acordes de "Get Back", até os melódicos "Lightweight" e "Skyscraper" Demi percorreu um longo caminho, escrevendo seu nome e mostrando que não era apenas mais uma daquelas cantoras que vieram de filmes infanto-juvenis e que logo se perderam, vivendo do que restou da antiga fama. Percebemos uma jovem adulta que cada vez mais ia fortificando essa imagem independente e que se desassociava de antigas personagens suas como Mitchie Torres, Sonny Monroe ou Rosalinda.
Até quem não gosta do tipo de som que Demi faz, tem que admitir que ela estava realmente fazendo um bom trabalho, um trabalho conscistente, adulto e maduro, brincando com ritmos e melodias mais dançantes, mas mantendo as letras tocantes e inteligentes. Mas o que aconteceu, então, com "Heart Attack"?
Na minha humilde opinião de fã, misturada com crítica (se é que a combinação é possível) Demi viveu um pouco da chateação que é ter um cd "meio flopado" andando por aí. "Unbroken" tem músicas densas e pesadas, mas não chegou muito longe quanto a sucesso de vendas e de downloads quanto seus antigos trabalhos e a minha teoria relacionado a esse (entre muitas aspas) fracasso, é que "Unbroken" tem uma carga emotiva muito pesada (apesar de melodias muito dançantes em várias músicas) e mesmo que faça sentido, dado o período de seu lançamento e o estado em que Demi estava, é importante entender que essas músicas, tão profundas e fazendo mais o estilo reflexiva não era o que o público DELA esperava.
Sim, o público dela, querendo ou não, é formado em grande parte por adolescentes. As mesmas adolescentes que tanto querem encontrar um grande amor, sonham acordada com carinhas bonitos dos filmes teens e que acham que o cara que mora ao lado é o seu grande amor. Pois é, músicas como Skyscraper, por mais lindas que sejam, não se relacionam com a grande maioria dessas menininhas, apesar de ter atingido muitas adolescentes bulinadas e sofridas. 
Dito isso fica menos difícil entender por que Demi resolveu fazer de DEMI uma espécie de mistura (mal dosada) de seu eu mais maduro e do seu eu mais adolescente. É bem fácil entender o que eu quero dizer se você ouvir a música "Without the love" e em seguida "Something that we're not", apesar de ambas falaram de amor, cada uma está de um lado da Demi desse album e é bem complicado se ter uma ideia de onde ela está como artista e compositora, se em suas músicas você encontra uma personalidade conflitante.
Mas espere um pouco, o cd dela não é ruim. Não. É uma coletânea inteligente de músicas sobre sentimentos, crescimento, auto-estima e, claro, romance, como "Without the love", "Neon Lights", "Nightingale", "In case" e "Warrior"; mas ao olhar para "Made in the USA", "Really don't care" e até a música título "Heartattack" faz a gente se questionar se é ela mesmo...

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