Carrie e a Cidade

Ombreiras, paetês, "O clube dos cinco", "De volta para o futuro" e muito rock. A década de 80 estava recheada disso e muito mais. Cores, músicas, atitude, a liberação sexual cada vez mais latente e uma juventude que procurava um verdadeiro sentido para se sentir jovem. É nesse contexto que acompanhamos uma jovem Carrie Bradshaw descobrindo a cidade, o sexo e os caminhos que a levariam a uma das séries mais aclamadas da década de 90.


The Carrie Diaries narra a vida de Carrie Bradshaw durante a sua adolescência. Sua vida em família, o relacionamento com o jovem Sebastian Kiddy e o dia a dia com seus melhores amigos, Maggie, Mouse e Walt e nos conduz em uma versão de Sex and the City própria para o público adolescente, que assim como a jovem Carrie ainda estão descobrindo o sexo, as limitações e a si mesmos. Claro que, além da jovem Bradshaw também tomamos ciência de alguns dos dramas joviais mais escandalosos para a década, como a dúvida quanto a sexualidade de Walt e os desesperos sexuais de Meg, mostrando que assim como Sex and The City, o tema que norteia todos os outros dramas, é o sexo. Bem, o sexo e a cidade, pois também podemos nos envolver bem de próximo com o começo da trajetória de escritora de Carrie e os caminhos que a levaram até Manhattan.
Bom, a série está só no comecinho, mas já promete ter uma boa sobrevida, já que fala com um público jovem e ávido por novidades, ao mesmo tempo em que tem a abrangência de atingir os antigos adoradores da série da HBO estrelada por Sarah-Jessica Parker e companhia, pois temos personagens já conhecidos e queridos.
Outra característica que está muito forte nesta versão teen e que é herdeira da antiga, é a moda. Em Sex and the City os modelitos das quatro amigas ditaram moda por todo o mundo e até hoje ainda lembramos com carinho dos vestidos de Carrie e os terninhos de Samantha, em Carrie's diaries, apesar da moda da década de 80, suas peças foram pensadas cuidadosamente para que pudessem ser usadas nos dias de hoje, sem serem vistas como cafona. Muito pelo contrário!
Interessante ressaltar, que Walt, na série anterior, não tinha tanto destaque, apesar de sabermos que ele e Carrie são amigos de infância; enquanto que nessa história Walt não só tem destaque, como também parece ser crucial para o desenvolvimento da trama e, talvez, para mais tarde Carrie ter resolvido ser escritora em Nova York.

Por falar em Nova York, a cidade é muito mais que o cenário. A cidade participa da história, é capaz de inebriar, assustar e mudar os personagens. Coloca-os a prova em vários momentos, levando-os ao crescimento. Manhattan também pode criar uma nova vida aos personagens. Carrie pode ser mais do que a menina de 16 anos da cidade pequena, que veste suéteres fofos, pode ser a mulher decidida, com roupas transadas e que circula nos meios sociais mais badalados. A jovem loirinha cresce com a cidade. Cresce e aparece. E mesmo que a série já tenha "spoiler" é uma excelente pedida para quem quer se divertir, com um elenco bem introsado, cenas engraçadas e momentos de reflexão, sem afetação.

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