Vermelho

"Amar você é vermelho...paparapara paparapara...amar você é vermelho."
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O som sai em tom repetitivo e tipicamente pop. É meio melodramático e romântico, mas tem personalidade. A personalidade é da cantora country Taylor Swift na música homônima ao 4o cd de sua carreira. E é dele que vamos falar agora.
Taylor Swift é uma daquelas artistas de talento inegável e que vem mostrado para o que veio. Desde o seu primeiro cd, até o anterior a esse, "Speak Now", Taylor mistura sonoridades, brinca com palavras e rimas espertas. Vende cd como quem vende água e cada vez mais lapida seu nome nas bilboards internacionais. Em "Red", Taylor é ainda mais audaciosa, misturando ainda mais estilos e buscando por novas formas de se fazer country. Falando nisso, o country não se encontra totalmente. Na verdade está mergulhando profundamente na influência pop que teve, principalmente do seu produtor neste cd, Max Martin, produtor que já trabalhou com Britney e com Christina.
O resultado é uma seleção de ótimas letras, em melodias meio "chiclete", perfeitas para implacarem nas rádio e ficarem nas nossas cabeças após uma ou duas escutadas, "Red", "I knew you were trouble", "We're a never ever getting back together" e "State of grace" já vieram com o rótulo de campeões das mais pedidas, ao lado de "22", "All to well" e "Begin Again" mostram mais o seu lado romântico e girlie, porém maduro e pós 20 anos. Taylor está, obviamente, adulta e decidida em testar cada vez mais a sua música. Com eclosões sonoras interessantes, mas não tão positivas, em alguns casos.
Casos como todo o resto do cd, afora as músicas aqui já citadas. O cd é um pouco cansativo, meio eclético demais e tem algumas músicas que ficaram "forçadinhas". Talvez na busca por novos públicos e conquistar mais ainda seus fãs, Taylor se perdeu um pouco, e, sinceramente, não achei o album melhor que "Speak Now" ou "Fearless", mas "Red" é corajoso e é aqui que está o seu maior ganho.

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