Glamour com conteúdo


Você olha para essa revista e pensa: "mais uma DAQUELAS revistas". Onde 'daquelas' você pode entender como clichê, ruinzinha, mal escrita, cheia de besteiras e até mesmo como o 'enlatamento' dos gostos femininos. É, de fato as revistas direcionadas ao público feminino se restringiu a 2 tipos: a) o que fala de moda, cabelo, beleza, celebridade, horóscopo e homem, normalmente mensais; e b) as que falam de fofoca, celebridade, horóscopo, receitas e dieta, normalmente semanais; muitas vezes esses tipos se encontram e "conseguem" se encontrar numa revista (cheia) só.
Fato é que a revista em questão, que vos falo nesse post me deixou muito animada de diversas maneiras e talvez outras revistas (até as que não são direcionadas para o público feminino) possam aprender com ela.
Falo da revista Glamour, da editora Globo. Não sei quantos de vocês já viram esta revista nas bancas (até porque ela é bem recente - está no nº 4), mas como falei antes olhando, parece farinha do mesmo saco, mas um olhar mais prolongado pode surpreender você.
Tirando pela capa e pelo layout (um pouco cheio de coisa demais para o meu gosto) a revista parece ser uma bagunça. Tem muita imagem, muita colagem, muita cor e muita informação junta, mas é aí que vem o X da questão, é muita informação, mas tudo passada com um tom diferente (que foge da fofoquinhas meia-boca ou de auto-ajuda de quinta), até um pouco jornalístico mesmo.
É claro, como qualquer outra revista do tipo, a Glamour fala de moda, beleza, cabelo, maquiagem, horóscopo, homem, celebridade e todas essas coisas que conseguem dialogar com a maior parte do público, porém ela consegue trazer algumas coisas muito únicas, como uma verdadeira sessão de artes, com cinema, literatura, artes plásticas, exposições e novidades em geral. Além disso, as entrevistas são deliciosas e não ficam na mesmice de sempre com perguntas como: "o que te inspira?", "porque você decidiu seguir por esse caminho?" e "qual a sua cor favorita?".
As sessões "Ei, é Ok!", "G Crônica" e "GRelacionamento" deste mês estão sensacionais. Dou uma ênfase especial a terceira, pois aborda o assunto: amor + dinheiro de uma forma inteligente e nem um pouco preconceituosa, falando de como o dinheiro pode sim influenciar nos relacionamentos, sem cair em discurso moralista.
A sessão "GEspecial" com Kelly Osbourne foi a minha queridinha, já que sou fanzoca de carteirinha dela. Adorei a ênfase (não afetada) que eles deram na auto-estima e nos problemas (que todos passam) de imagem. E a matéria que fizeram sobre os clássicos me deu arrepio de tanta ideia pipocando na minha cabeça para alimentar este blog.
Afirmo para vocês, queridos bebedores de café, que a Glamour não se trata de uma novidade, porém se trata de qualidade. E há tempos não víamos algo assim nas bancas.

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