Vingando as boas histórias

Uma salva de palmas por favor!
Neste final de semana começou a ser exibido nos cinemas de todo o país um filme sensacional, que conseguiu ser melhor que todas as expectativas. Um filme que trouxe a tona o adormecido roteiro em filmes de ação e, principalmente, um filme que da sua maneira marcou muita gente: Os Vingadores.
Para o bombardeio de filmes porradeiros, sem história e com efeitos especiais milionários, Os Vingadores conseguiu ensinar algumas lições e a principal delas é: nunca subestime um filme só por que ele é de ação.
Quem foi ao cinema achando que ia ver mais um daqueles filmes ruins e previsíveis, quebrou a cara bonito! O filme é uma alegria para os fãs de quadrinhos e também uma alegria para quem só quer ver uma boa pedida para o fim de semana. Ele consegue atender a vários aspectos de uma boa obra, pois é interessante, focado, inteligente, engraçado, emocionante e, principalmente, marcante.
A história parte de onde os filmes individuais do Capitão América e Thor pararam e continua com a vinda de Loki (irmão malvado do Thor) para a Terra. Sua intenção é a de governar este mundo depois de travar uma guerra subjulgando os humanos como seres inferiores.
É é neste contexto de provável catástrofe global que esses heróis e suas caminhadas individuais se encontram, tomamos conhecimento de que o projeto Vingadores existe há muito tempo (lembre-se dos filmes de O Homeme de Ferro e Hulk) e que é chegada a hora de colocar o plano em ação.
A partir deste gancho os personagens vão entrando em cena e eis a primeira alegria minha: o Gavião Arqueiro e a Viúva Negra, personagens que não tiveram suas histórias contadas individualmente, não são jogados para nós como se fossem velhos conhecidos. São apresentados para nós de forma interessante e real e temos a certeza que mesmo que se tratem de novos personagens, são interessantes e devem aparecer outras vezes. Mesmo que eu ainda sinta falta de um desenvolvimento maior deles.
Cada personagem tem seu momento de brilho, todos eles são incríveis a sua maneira e principalmente: eles se complementam! Para mim essa é a grande sacada que Os Vingadores teve e que faltou nos três primeiros filmes do X-Men, por exemplo.
Muitas vezes os roteiristas caem na besteira e achar que porque um personagem é mais popular, ele precisa de mais ênfase e mais cenas, no entanto não é exatamente isso que acontece. Alguns personagens não são populares por que não tiveram a chance de brilhar. Como eu acredito que aconteceu com Hulk.
Os dois filmes do personagem não fizeram sucesso. Foram mal visto e ele ficou quase que na obscuridade, no entanto em Os Vingadores, sob a maestral interpretação de Mark Ruffalo conseguiu, foi resgatar o personagem e lhe dar vida, corpo e status. Duvido que tenha uma pessoa que não tenha saído do cinema achando, o que eu já sabia: o Hulk é foda!
Além do estressadinho mostrengo verde, Homem de Ferro dá o ar de sua graça não perdendo o que ele sabe fazer melhor, ser egocêntrico ad extremo, playboy, bilionário, filantropo e fingir como ninguém que simplesmente não liga. Sua forma de lidar com a situação é alfinetando os companheiros (principalmente o Capitão e o Hulk) e por isso acaba sendo o personagem a dar ritmo a trama.

O Capitão e o Thor, mesmo sendo personagens que eu, particularmente, não tinha tanto carinho por, subiram no meu conceito. O Capitão é o primeiro grande heroi e tem toda uma simbologia nacionalista que não era muito fã, mesmo assim o roteiro (de novo) tirou um pouco desse tom do personagem, dando a ele uma característica mais atemporal e digna de um superheroi: a liderança. Mesmo que indiretamente, o Capitão assume a linha de frente, sendo o estrategista do time e é aí que ele passa a ser indispensável.
Chamo atenção para o "ser superheroi". O termo não foi muito explorado nos filmes individuais e nem o seu sentido foi trazido em foco e esta foi uma decisão compreensível durante Os Vingadores. Em suas histórias solo, não interessava se eles estavam querendo proteger o planeta. O que interessava era o que e quem eles eram, do que eram capazes. Tudo isto para que quando chegassemos na reunião de todos eles o indivíduo não interessasse, apenas o heroi. E esse foi mais um ganho do roteiro, que conseguiu traçar esta linha muito tênue deixando de lado o pessoal destes personagens e focando em suas potencialidades.
Fora o roteiro, a parte técnica do filme é absolutamente breathtaking, ou seja, de tirar o fôlego! Como acontece em filmes da Disney, todos os detalhes foram pensados com cuidado, de forma que só assistindo muitas vezes ao filme para encontrar algum erro nos efeitos. As coreografias das lutas são incríveis e em nenhum momento o espectador se sente 'vesgo' por que não entendeu nada. Quanto ao 3D, que eu pensei que seria forçadinho, como tem acontecido muito, foi usado com classe, todas as cenas tem profundidade e foco.
Muitos ganchos (inteligentíssimos, por sinal) são deixado a todo o momento durante o filme e por favor queridos, não saiam antes dos créditos. Assim como em todos os filmes de superherois até agora, este também tem uma cena bonus.
E agora ficamos no aguardo. Um possível Homem de Ferro 3, Capitão América 2 e Homem Formiga já estão sendo congitados. Os Vingadores já está no coração e nas mentes da galera, mas ainda vai demorar um pouquinho para temos a sequência. Só espero que seja, no mínimo, tão boa quanto a primeira parte.

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