A segunda estrela a direita (Parte II)

(primeiramente desculpem se algumas palavras eu terei que escrever no internetes, como "eh", mas estou sem acento neste pc)
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Encontramos-nos por vezes em situacoes em que tudo o que queremos eh nos tornarmos uma especie de passaro e voar para o mais longe possivel e sem bilhete de retorno. Sem hora marcada. Queremos encontrar maneiras faceis para fugir de uma igualidade que nos pertuba e encanta ao mesmo tempo. Digo que nos encanta, pois quando acontece algo de extraordinario se torna possivel aprecia-lo.
Quando escrevi o post Tchau, Querida eu tinha em mente uma pessoa especifica, uma que eu sempre achei que era cheia de pre-conceitos sobre mim e sobre como o meu mundo funcionava. Por sorte (e agora eu consigo ver isto) eu tive a oportunidade de conhecer esta pessoa, tornando-me uma grande admiradora dela.
Sim, eh bem factual que nao temos personalidades compativeis, no entanto, no momento em que eu mais precisei encontrei nela um alivio imediato de conselhos e criticas construtivas.
Percebi ai, que eu era o problema.
Trabalhar com pessoas sempre foi o meu forte. Dizem que sou forte, inteligente e muito astuta, porem a verdade eh que esconde-se uma pessoa tentando ser, por que nao, perfeita.
Como muitas vezes eu ja disse, sempre tentei estar um passo a frente de tudo e de todos para que nao me machucasse. Para que nao me surpreendesse quando a vida desse uma reviravolta. E assim, parece que venho vivido como uma adulta a tempo de mais. Percebi isto, pois estando com tantas pessoas diferentes, pessoas que nao deixaram a docura e a infantilidade se esvairem, eu sou uma adulta enjoada. Pelo menos no que diz respeito ao trabalho e avida profissional.
Nao sei quantos de voces leram o meu post "A segunda estrela a direita", mas me orgulhava em dizer que ainda tenho muito da infantilidade, no entanto percebo hoje, agora, que muito dela sofreu um solavanco e por isso quero muito odiar aos outros, culpa-los! So que nao posso, nao eh bem assim. A culpada sou eu.
Quando estiver em julho, com uma porcao de adolescentes estericos por estarem neste mundo encantado de possibilidades, eu nao quero ser fria, distante e culta. Se for o case de mostrar-me profissionalmente eu saberei fazer, tenho feito isso por boa parte da minha vida, mas no que depender de alegria e espontaneidade, muito eu terei que recobrar e reencontrar em mim mesma.
E como um Peter Pan que cresceu, eu quero voltar a ser crianca. Preciso reencontrar a minha infancia, ei de reencontra-la, de preferencia na Disney.

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