A segunda estrela a direita

Sempre me disseram que eu tinha cara de criança. Voz de criança. Estatura de criança. Jeito de criança.
Eu concordo, pois me encontrei desta maneira. Mesmo sendo criança não ajo sempre como tal. Esta ou Isto (ré) é quem decidir ser. Mas talvez, se você acredita em astrologia, a explicação seja o sagitário que me rege.
Reza a lenda que aqueles regidos pelo signo humano/cavalo são: extrovertidos, dinâmicos, inteligentes, perspicazes, intuitivos, exagerados, escandalosos, amigáveis, confiáveis, carinhosos, carentes, gulosos, divertidos, honestos, (super) sinceros, desapegados, malucos e principalmente; atingidos pela Síndrome do Peter Pan.
Acredito que todos conheçam a história, a não ser que de repente haja algum leitor por aqui que tenha ficado em coma pelos ultimos 50 anos, ou que tenha sido criado por lobos, e que não conheça a história do menino que não queria crescer.
Pois bem, dizem que os tais sagitarianos sofrem desta síndrome.
De fato, aqueles que leram o meu post 2.0, vão se lembrar da minha frase final - Serei para sempre uma princesa da Disney, vestida de Peter Pan que dirige um crro e tem um emprego-. E sim, eu sou uma Peter Pan enlouquecida por nao perder aquela magia de ser criança. De viver intensamente todos os momentos infanto-juvenis que ainda posso nos meus 20 anos (e continuar daí para frente).
Acontece assim: sempre fui muito madura nas decisoes que tomei, sempre tive muita certeza do que queria, e por onde eu iria. O caminho que eu escolhi, não tem atalho.
Mesmo assim, ter certeza de onde quer chegar, não significa ter que se ausentar da vida. Aprendi, dentro de um pequeno tempo de estudo e de vivência mais solo (em julho do ano passado) que ao mesmo tempo em que devemos correr atrás do que queremos, seja dentro da educação, seja quando crescermos para "aparecermos", seja até mesmo em algo ainda mais íntimo como, sei lá, conhecer algum ídolo; tudo isto não deve ser superior a vivência.
As vezes passamos pela vida como se ela não signifacasse grande coisa e quando isto acontece, acabamos por perceber tarde de mais, que perdemos tempo de mais.
Se quero crescer, sim, é lógico, mas não quero perder esta essência que nos faz rir de coisas bobas, nos faz sermos felizes só por estar pegando chuva e brincar de crescer, tendo em vista um futuro brilhante e ousado.
Mas também quero ser gente grande, adulto, pois quero poder ser dona do meu nariz. Quero poder viajar sozinha, conhecer momentos mágicos que, também, sendo criança nao são possíveis.
Quero ser sexy, quero ser linda e provocativa. Quero despertar olhares meus no espelho, olhares que não conhecia, mas que no fundo pensava que existia.
Quero ser ousada e também produtiva, capaz de ser única e humana.
Acho que todos queremos...
E ser palhaço, ser engraçado, só faz parte de tudo isso.
Quero que possam me dizer: Parabéns por parecer uma pessoa adorável e muito menina mulher. Sao poucas pessoas que conseguem parecer criança e na verdade serem maduras o suficiente para assumir tantas responsabilidades. 
Não posso mentir, de fato no meio do caminho você se machuca bastante. Machuca por ser tão ingênua, ser tão aberta com as pessoas, ser tão extrovertida, pois isto pode ser (e na maioria das vezes será) visto como algo negativo e chamativo, como se no fundo você nao fosse desta maneira e só fizesse tipinho, e entre as variaçoes de preconceitos, estão os que você é muito escandaloso, que tem a síndrome do Peter Pan, que é muito forçada e por fim, que você é a pessoa mais insuportável de todas!
Mas eu te desejo que sejas desta maneira, com muito pó mágico de piripiplin!
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*Para aqueles que não entenderam o título: "The second Star to the right" é a música tema do filme Peter Pan.

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