04/07

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Quando escrevi o seguinte, estava fazendo aquilo que a Gio talvez estivesse mais ansiosa de fazer, caso estivesse por aqui: estava sentada em uma mesa a meia luz no starbucks coffee e me sentindo quase uma celebridade intelectual.
Se essa viagem nao me viciar em café, nunca mais me viciarei.
Mas veremos, tinha me sentado ali justamente para analisar minhas primeiras impressoes sobre Cambridge e suas pessoas.
Cambridge, nao sei se vale fazer esta comparaçao ainda, mas é muito mais bonita que Oxford (e olha que ate aquele minuto - sai as 10h e ja eram 13h) e ainda nao visitei nem metade da cidade.
Deixa eu explicar uma coisa, que talvez alguns nao saibam, mas Cambridge é formada por varias universidades ou centros como sao chamados, dentro da cidade,entao, existe uma serie de predios dos centros. As coisas que merecem destaque sobre isso, é que cada centro tem a sua igreja (que mais parecem catedrais) e cada uma tem um parque.
So que assim, os parques nao sao meros parquinhos, eles sao parques enormes, alguns tem lago, rio ou chafariz, enfim...
Nem preciso dizer que fiquei bestando em um dos parques por algum tempo...até que lembrei que precisava urgente andar, tinha muito para ver!
Acabei encontrando um dos lugaresque vou ter aula. O centro de Antropologia e Arqueologia,mas nao encontrei onde terei aula de ingles, ainda. Mesmo assim, senti-me compelida a entrar no centro, mas ele só abre de seg-sab.
Caminhei por mais algum tempo e dei de cara com uma rua fechada. Estava fechada,pois estava tendo uma maratona a favor da luta contra o cancer, um belo gesto de cada familia de pessoas que morreram por causa do cancer, ou que sobreviveram a ele. Todo mundo de rosa e com a foto de seu entequerido estampado em suas camisas.
Assisti ate a metade, mas voltei a andar. Acabei foi encontrando um shopping. Quem me conhece sabe que eu nao suporto ficar bestando no shopping, especialmente se esiver sozinha. Entao, so entrei por la para comer alguma coisa.
Depois do almoço e do café, eu segui por uma rua e cai na rua principal, lotada de turistas e de vendinhas de lembranças.Mas estava tao insuportavel que me lembrou a descrição do caos que se formou na torre de babel. Todos com sede de uma foto bem tirada e um souvenir com menor preço.
Tem um museu chamado Fitzwilliam que eu nao pude entrar para ver a coleçao completa, pois ainda nao tinham aberto para visitaçao no horario em que fui, mas prestei muita atençao em sua beleza externa.
Provavelmente foi construido no periodo neoclássico, o museu é cheio de triangulos, escadas e colunas. Alem dos leoes. Nossa, para mim era o detalhe mais impressionante, uns leoes de quse seis metros de tamanho! Dois em cada entrada do museu. Lindos de morrer!Os leoes aparecem em todas as construçoes feitas no periodo de 1560 - 1860, o periodo, mais ou menos, da dinastia Tudor. Palmas para eles.
E caminhei mais e mais, até dar de cara com o lugar que, provavelmente vou passar a maior parte do meu tempo livre.Seguindo o curso do rio, em direçao a rua principal, ha um parque tao incrivel que me deixou sem palavras. Passei para uma foto, na tentativa de transmitir em palavras o que eu senti, mas na verdade nao acho que fez justiça da beleza dali, e a paz que eu senti ao respirar mato e rio...aquilo nao teve preço!
Sentei no meio do mato, mesmo e observei as duas cenas que se desenrolavam a minha frente. A primeira foi a do casal que estava fazendo um lanchinho a sombra. Beijinhos, abraços, carinhos, ela deitada no colo dele, sorrindo como uma boba e brincando com a bochecha dele. Ele sorrindo para ele, completamente pateta, passando os dedos pelos cabelos loiros dela.
A segunda cena, foi a de uma familai que tinha alugado um barquinho´para passear no rio e que ficou preso numa das margens.
Acho que o tempo que eu levei sentada ali, foi o tempo que eles levaram para desengatarem o barco, e olha que eu passei um bom tempol la.
Ainda vi um cisne!
Agora adivinhem...sim, eu me perdi!
Perdi-me por bobice minha mesmo! Pelo menos estava um pouco mais tranquila, pq sei a lingua, mas ainda assim, se perder é se perder! E eu ja caminhava ha tanto tempo, que meus pes ja estavam pedindo arrego.
Acabei ficando mais frustrada ainda, quando percebi que eu estava caminhando em circulos! A boa coisa nisso foi que pude descansar um pouco, sentando em um café (mas nao tomei café - bebi agua). Meu medo ali, eranao conseguir chegar ao ponto de onibus certo, antes que a chuva caisse (sim, eu previa chuva).
Entao, sob a iminencia de, provavelmente pegar o onibus errado eu achei um ponto que iria me levar até o n7 e me senteiesperando e de repente eu vejo a coisa viva mais linda de todos! Eu vi o bebe mais lindo do mundo! MEu deus que coisa linda divina! Ele era branquinho de olhos verdes, como um bom bebe inglesinho, mas tinha os olhinhos puxados e o nariz pequenininho, como os de um oriental. Ele ficou ainda mais lindo, quando sorriu para mim e ainda acenou, feliz da vida.
Entrei no onibus e adivinhem...sim, era o onibus errado!Em meu dezespero doentio, eu resolvi conversar com o motorista (mesmo com o sinal de que nao deveriamos fazer isso pregado bem claramente no veiculo), por sorte eu tinha guardado o bilhete da minha ida, de forma que dava para saber qual o lugar exato, mas como o onibus era errado, ele nao ia passar exatamente por la, e sim numa rua mais a frente.
O motorista, um fofissimo, disse que me deixaria o mais perto possivel da minha parada, mas que nao poderia sair muito da sua rota. Eu agradeci e sentei-me num das cadeiras mais proximas da cabine dele, como ele tinha sugerido.
Eu nao perguntei o nome dele e nem ele o meu,mas engatamos em uma conversa otima, que me acalmou profundamente os nervos, principalmente depois do dia perdido que tive.
Fiquei agradecida dele nao ter preguntando como eu me sentia com a saida do time da copa e essas coisas que sempre me perguntam, na verdade ele parecia mais interessado em descobrir como era o Brasil, suas peculiaridades e etc. Até que tocamos no assunto de relacionamento e ele me contou sobre a noiva que ele tinha, que quebrou seu coraçao (acho que deve ter sido alguma coisa bem recente, pois ele quem tocou no assunto).
Ele me contou que eles se conheceram na Africa, ele estava de aventureiro numa expediçao e ela estava como pesquisadora.
Segundo ele foi amor a primeira vista, bastou que ele olhasse para ela para saber que ela seria importante na vida dele de alguma maneira.
Eles ficaram juntos o tempo que a expediçao durou, mas ele logo teve que voltar para Inglaterra e ela para Espanha (to me sentindo perseguida!), mas antes ele a pediu em casamento.
Ela aceitou, mas algumas semanas depois ela disse a eleque a distancia era penosa e dolorosa e que por isso ela nao poderia fazer isso.
Depois ele me deixou na parada, um pouco longe (fato) da hospedagem, mas pelo menos eu consegui chegar.
Estou com alguns calos, mas acho (e espero) que amanha eu nao vou me perder de novo e nem ter que andar tanto assim!

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