Céu Particular

Um dia desses faltou energia de madrugada e eu abri a janela para entrar um vento no quarto. Sentei um instante no parapeito e peguei um susto.
Entre começar a ficar com frio por causa da briza umida e quase bater no muro da casa ao lado, eu estremeci com as luzes que brilhavam forte e me peguei pensando que se tratavam de estrelas.
"Oh! Que fantástico! Parece que nunca viu estrelas!" voce pode estar pensando, mas nunca tinha visto um ceu tao limpido, tao calido. Quero dizer, vi um tapete estrelar quando viajei pelas estradas rumo ao sul do país, mas isso foi ha anos e eu nao esperava ver uma cena parecida na cidade.
O tapete se estendia a minha frente e eu me maravilhava cada vez mais, abstraindo-me e imergindo nele, espaciando toda e qualquer cosia que poderia estar me causando afliçao.
A certo ponto minha posiçao começou a ficar desconfortável, de maneira que decidi ir para o quintal. Peguei um cobertor e corri para a grama. Foi a primeira vez que nao me incomodei em nada com as formigas.
Deitei sobre o cobertor e encarei meu céu particular, observando que, lentamente ele se movimentava e novas coisas apareciam sobre o meu perimetro de visao. Sim, eu lembrava das aulas que tive, sabia que o ceu mexia, mas nunca tinha visto ao vivo (só no planetário).
Cheguei a procurar por Teseu, Andromeda, Medusa e Pegazus. Nao encontrei. Mas minha imaginaçao fazia desenhos brincalhoes, ligando pontos.
Dei nomes a cada uma das que eu via e tentei contá-las.
Acabei adormecendo e fui desperta pelo sol das seis que esquantava meu rosto.
Sorri para a imagem e levantei saltitante, tendo certeza que aquele dia só poderia ser incrivel!

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