Ballet, Boleyn

Era uma vez uma menina que sonhava em ser bailarina. Ela adorava como as bailarinas andavam, como dançavam e adorava como as maos delas se colocavam em cada movimento. Pareciam que estavam voando.

Um dia, entao, ela resolveu dançar. Na verdade voltar a dançar, pois antes ela ja dançava, mas nunca teve a força de vontade de continuar ate o final, porem, algo lhe dizia que dessa vez seria diferente.
Entao, ela juntou seu dinheirinho, e comprou uma sapatilha de gesso.
No começo ela caiu, caiu, tombou. Mas ela se levantava a cada vez que caia, e todas as vezes só lhe incentivava mais para continuar tentando, e foi ai que ela machucou o pé.
Foi em uma pirueta mal terminada, e quando se viu prostada no chao, sem conseguir levantar sozinha, seu corpo todo entrou em contato consigo mesma, revelando seu eu mais sensivel.
De repente, nao era mais a dor no pé que a fazia chorar, era tudo que estava em seu peito ha muito tempo. Eram as palavras malditas de algumas pessoas que queria o seu pior, eram os olhares malvados que algumas pessoas lhe lançavam, era o desdem que as pessoas lhe dedicavam uma vez ou outra, e eram os gestos desacreditados daqueles que a invejavam.
Nesse momento, em que ela percebeu em como era vitima de mal olhados, que ela decidiu, ao fim de tudo, ser ela mesma.
Ela respirou fundo e olhou para dentro de si.
Percebeu as coisas que a construia.
No sorriso dos seus amigos de verdade, no amor de seus pais e irmaos, na alegria com que era recebida por pessoas que realmente ligavam para ela...Lembrou de como adorava aquilo, dançar. Como tinha tantos sonhos, e como queria alcançar a todos, do jeito mais original que conseguiu achar entre sua lista de opçoes.
Ela decidiu ser escritora.
No começo, como sempre, ninguem deu muitos ouvidos a ela, ja que nem do balé ela desistiu, mas ela ja tinha pensado em como ser o que queria ser.
Ela queria poder usar suas palavras e desenha-las com carinho.
Ela queria poder brincar com o que dizia, e dar uma ajuda às pessoas que tanto tinham medo de se expressar.
Ela queria dar a tudo um novo significado, e uma nova razao de ser...
Até mesmo o seu bom e velho balé.

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